sábado, 3 de janeiro de 2015

O Deus de todos


Epifania é uma palavra grega que quer dizer “manifestação”. Deus pretendia nesse dia ao fazer-se homem manifestar-se como salvador dos homens. E fez isso por ordem. Primeiro se manifestou aos judeus, na pessoa dos pastores. Depois, hoje, aos pagãos. O que nos pede? Fé. Com a fé, adoraremos nessa carne mortal o Verbo de Deus. Com a fé, na sua infância descobriremos a sabedoria. Com a fé, nas suas faixas veremos o Rei dos reis. E com a fé, na sua realidade de homem o Senhor da glória.

Vejamos agora os Magos, que se colocaram em caminho para adorar Jesus. Viram uma estrela, linguagem comum para eles. Puseram-se em caminho motivados pela fé e pela fome de Deus e de repostas transcendentes. Sortearam as dificuldades com a vontade. E chegaram à cova de Belém. E ali entraram, e encontraram Jesus, Maria e José. Prostraram-se diante do Menino Deus e lhe ofereceram os seus presentes: ouro por ser Rei, incenso por ser Deus e mirra por ser Homem. 

Portanto, rei dos judeus, rei de todos. Messias para os judeus, messias para todos. Salvador dos judeus, salvador do mundo. Deus dos judeus, Deus de todos e para todos. Epifania: Fim do exclusivismo judeu. Deus, portanto, igualmente de amancebados, santos ou canalhas, ignorantes, exploradores e explorados, trapaceiros e prostitutas, ciganos e paios, terroristas e guardas, ditadores e democratas, russos e americanos... Deus é exclusiva de ninguém, nem sequer da Igreja. Isto é e significa Epifania. Obrigado, Senhor, porque de pagão me fizestes cristão!
 
Finalmente, o que aprender desta festa? Com perigos, sem perigos e apesar dos perigos, o homem -igual que os Magos- tem que ir ao encontro de Deus e que, que o busca, com estrela ou sem estrela, o encontra-entre outras coisas porque Deus é mais íntimo ao homem que o homem mesmo. E essa é a mensagem soberana da Epifania ou apresentação de Jesus na sociedade pagã ou natal dos pagãos. Assim como o do 24 foi o Natal dos judeus. Que pena que Herodes, pagão, não quis entrar na festa do Natal, e preferiu viver e morrer pagão. Mas que conste que Cristo veio também para ele. Pagãos todos, vinde correndo a Belém, pois hoje é o dia da vossa festa e vos espera o vosso Salvador e Senhor para vos abrir o seu coração cheio de ternura e misericórdia! 

Para refletir: Sei descobrir as “estrelas” que Deus me mando para colocar-me em caminho a Cristo e me encontrar com Ele? Diante das dificuldades do caminho, o que faço: dou meio volta ou continuo, renovando a minha fé e a minha esperança? E ao chegar diante de Cristo, sou generoso para dar o melhor que tenho e sou, ou só dou as sobras? Ajudo os “pagãos” e os levo até Jesus?

Para rezar: Jesus, trago-vos o meu ouro, pois sois o meu rei. Trago-vos o meu incenso para oferecê-lo em sacrifício cheiroso da minha vida. Trago-vos a minha mirra para embalsamar o meu corpo junto com o vosso na espera da ressurreição.

Pe. Antonio Rivero, L.C.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Ainda há tempo?


 
Celebramos neste domingo a Sagrada Família: Jesus, Maria e José. É a festa do Instituto Santa Família. Este Instituto foi gerado no coração de Pe. Alberione para a consagração, em caráter secular, de casais que procuram seguir a Jesus de perto.
 
Numa época em que os índices econômicos regem a vida da pós modernidade, e a cadência da vida é medida pelo preço dos barris de petróleo e pela cotação do dólar, fica difícil falar nos valores que constituem os pilares da família.
 
Hoje, por conta das exigências profissionais e das necessidades de sobrevivência, é comum que as famílias já não se reúnam mais à mesa, ou simplesmente para se falarem, ou passarem um tempo juntas. Como é possível que tenhamos assentido com este estado de ausência que gerou tantos orfãos de pais vivos? Nossas crianças e nossos jovens estão muitas vezes à mercê das mídias como seus modelos e conselheiros. Já não temos mais compromisso com a educação deles. Esta vai acontecendo circunstancialmente pela escola, pelos redes sociais e pelos amigos.
 
Quando sobra um tempinho para o encontro entre pais e filhos, esta oportunidade frequentemente é trocada pelas idas aos shopping centers onde o diálogo sempre é substituído por algum agrado material.
 
Como é que podemos ter tranquilidade se não sabemos o que tem alimentado a cabeça e os desejos destes filhos? Como vamos acompanhar seu crescimento se não assumimos a responsabilidade que nos compete, e pela qual responderemos diante de Deus?
 
Olhemos para a Sagrada Família. Olhemos para este modelo das virtudes domésticas vividas perfeitamente: gratuidade, gentileza, trabalho honesto, humildade, vida de oração, respeito, valorização do outro, enfim tudo aquilo que é o esteio da família.
 
Peçamos a intercessão de Jesus, Maria e José, para que ainda haja tempo de recolhermos com nossos braços e orações a nossa família.
 
Malu

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O que Maria não sabia


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O primeiro presente de Natal


 


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

São José e o Natal

 

O Natal está próximo e acho importante considerar o papel de São José em todo o processo da encarnação de Jesus até a noite feliz de seu nascimento.

São José era um homem de vida interior, um homem justo e temente a Deus.  Ele foi escolhido para desposar uma mulher sabendo que não coabitaria com ela, em virtude de um voto de consagração total que ela fez a Deus. Isso não o impediu de amá-la com um profundo amor, nem de assumir a maravilhosa missão de pai adotivo do Menino Jesus.

Fico imaginando os sentimentos de Maria e de José nos dias que antecederam o nascimento de Jesus. Na sua pobreza, como devem ter se empenhado para preparar tudo com um carinho quase que sobrenatural, aguardando a entrada do Filho de Deus no mundo. Será que perdiam o sono? Será que ficavam imaginando como iriam pegar "Deus" no colo? Será que os paninhos e as vestes do bebê conseguiriam envolver o infinito? Era tudo tão inusitado, tão sem referências... Como agir, como fazer?

Quantos pensamentos não povoavam o pensamento destes pais de primeira viagem... E, no entanto, para muito além destas situações humanas, o céu estava para se romper do útero de Maria, e vir à luz sob a forma de um bebê igual a tantos que já vimos. O Deus Menino habitando naquele ventre virginal, tomou as características de DNA de Maria, foi formado com os nutrientes do sangue de Nossa Senhora, e veio ao mundo para nos salvar e nos falar de Deus.

São José foi o referencial masculino de Jesus. Foi o pai humano que o sustentou com o suor do seu labor, que brincou com Ele, que o ensinou o ofício da carpintaria, que deve ter se encantado com seus primeiros passinhos, e que ficou imensamente comovido ao ouvi-lo chamar de pai. São José acompanhou cada momento da vida de Jesus, enquanto esteve entre eles. Por isso ele é o Patrono das Famílias, aquele que zela pela vida familiar fundada nos valores do Evangelho, porque ele viveu na família onde Deus habitou, e tem, junto ao seu Filho adotivo um lugar de predileção.

Nesta caminhada que já segue adiantada para o Natal, olhemos com carinho para São José. Ele foi um homem corajoso e entregue à vontade de Deus. Foi um pai heroico que soube enxergar os desígnios do Pai e não hesitou, mesmo angustiado diante dos perigos que rondaram a vida do pequeno Jesus, em seguir na noite escura para fazer a sua parte naquele que, até hoje, é um mistério de amor insondável para nós.

No presépio pequenino, Deus se fez nosso irmão. Acolhamos também a São José como nosso protetor e guarda de nossas vidas. Aquele que foi responsável pela vida, pelo sustento e pela segurança do Menino Deus, não nos deixará nos perigos, nas aflições, na construção da paz em nosso lar.

São José, rogai para que este Natal nos traga a graça da conversão.

Malu