Na Sala Paulo VI, o pregador da Casa Pontifícia reflete sobre São Francisco e lembra que anunciar Cristo com humildade, e não com superioridade, é a verdadeira autoridade na evangelização.
A nossa autoridade não nasce do nosso cargo, mas de uma vida que aceita entrar nesse dinamismo de amor. Foi o que Francisco intuiu ao chamar seus frades de “menores”: atribuindo-lhes não um título, mas um modo concreto de estar no mundo. É justamente essa pequenez, essa humildade vivida, que torna fecundo o anúncio do Evangelho.
A missão, cumprimento da conversão e da fraternidade, nasce “do desejo de compartilhar com os outros a experiência e o anúncio do Evangelho”, mas tudo provém da Palavra. “Não se pode falar verdadeiramente, afirma padre Pasolini, daquilo que ainda não criou raízes na própria vida”.
Não se pode permanecer “abrigado”, mas “é preciso paciência: guardar aquilo que vimos e ouvimos, deixá-lo amadurecer na oração, até que, sublinha, se torne vida antes mesmo de se tornar palavra”. Atenção à tentação de “usar as coisas de Deus para buscar aprovação ou reconhecimento”: é preciso proteger o que é precioso, deixá-lo amadurecer e depois transformá-lo em testemunho.
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