sábado, 7 de fevereiro de 2015

Superior Geral é brasileiro



No dia 4 de fevereiro foi eleito o novo Superior Geral da Família Paulina, Pe. Valdir José de Castro. Ele é o sétimo sucessor do Fundador da Pia Sociedade de São Paulo, Pe. Tiago Alberione, e também o primeiro brasileiro a ocupar o cargo.

Natural de Santa Bárbara d'Oeste-SP, Pe. Valdir, 54 anos, ingressou no seminário paulino em 1979 sendo ordenado 8 anos depois. É formado em jornalismo, filosofia e teologia, e há alguns anos dirige também, na capital paulista, a Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), ligada à Pia Sociedade de São Paulo.

Logo após ser eleito, dom Valdir fez uma oração em frente ao túmulo do fundador da ordem. "Certamente é uma emoção e uma responsabilidade grande ser o primeiro sucessor não italiano de Giacomo Alberione", declarou o brasileiro ao site "Famiglia Cristiana".

 Entre os dias 22 e 27 de fevereiro, dom Valdir será anfitrião do Papa Francisco e da Cúria, que farão um retiro espiritual na Casa Divin Maestro, em Ariccia, cidade localizada a aproximadamente 30 km de Roma que abriga a sede da congregação.

Nós do Instituto Santa Família nos alegramos por esta escolha, e nos colocamos em oração para que Pe. Valdir seja sempre guiado pelo Espírito Santo, e que não lhe faltem sabedoria e graça nesta nova etapa de sua vida sacerdotal.

ISF

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Uma sociedade sem pais




Por Rocio Lancho García
CIDADE DO VATICANO, 28 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) - Como acontece toda semana, fiéis e peregrinos vindos a Roma de todas as partes do mundo receberam com entusiasmo o papa Francisco para a audiência geral das quartas-feiras. Hoje, na Sala Paulo VI, um grupo de artistas do Circo Medrano apresentou um espetáculo no final da audiência, que divertiu o papa e todos os participantes.

Francisco deu continuidade às catequeses sobre a família e, desta vez, falou sobre a figura do pai. No resumo final, ele disse:
Queridos irmãos e irmãs! Em nossa reflexão sobre a família, hoje nos concentramos na palavra pai. Pai é uma palavra universal, conhecida por todos, que indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. É a palavra com que Jesus nos ensinou a chamar a Deus, dando-lhe um novo e profundo sentido e revelando-nos, assim, o mistério da intimidade de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que é o centro da nossa fé cristã.

Em nossos dias, chegou-se a falar de uma sociedade sem pais. A ausência desta figura foi interpretada como uma “libertação”, especialmente quando o pai é percebido como a autoridade cruel que limita a liberdade dos filhos, ou quando os filhos se sentem desatendidos por pais focados unicamente em seus problemas, em seu trabalho ou na própria realização pessoal, ou caracterizados pela notável ausência do lar. Tudo isto cria uma situação de orfandade nas crianças e nos jovens de hoje, que vivem desorientados sem o bom exemplo e a orientação prudente de um pai. Deste modo, todas as comunidades cristãs e a comunidade civil devem ficar atentas à ausência da figura paterna, pois ela deixa lacunas e feridas na educação dos jovens. Sem guias nos quais confiar, os jovens podem se encher de ídolos que acabam lhes roubando o coração, os sonhos, as autênticas riquezas; roubando a sua esperança.

O papa saudou em seguida os peregrinos latino-americanos e recordou que Jesus prometeu que não nos deixaria órfãos. “Vivamos com a esperança firme nele, sabendo que o amor pode vencer o ódio e que é possível um futuro de fraternidade e de paz para todos. Que Deus os abençoe. Muito obrigado”.

Após as saudações em diversas línguas, o pontífice dedicou um pensamento especial aos jovens, aos enfermos e aos recém-casados, lembrando a todos que hoje celebramos a memória de Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja. Por isso, ele desejou aos jovens que a sua dedicação ao estudo favoreça neles o compromisso da inteligência e da vontade a serviço do Evangelho. Aos enfermos, desejou que a fé os ajude a se voltar ao Senhor também nas provações. E aos esposos recém-casados, que a mansidão de Jesus lhes indique o estilo das relações entre os cônjuges dentro da família.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A voz de Cristo para os gentios


"Nascido em Tarso da Cilícia (At 9,11; 21,39; 22,3), pelo início de nossa era (Fm 9), de uma família judaica da tribo de Benjamim (Rm 11,1; Fl 3,5), mas ao mesmo tempo cidadão romano (At 16,37s; 22,25-28; 23,27), recebeu desde a infância, em Jerusalém, de Gamaliel, uma séria formação religiosa segundo as doutrinas dos fariseus (At 22,3; 26,4s; Gl 1,14; Fl 3,5). No princípio, foi perseguidor implacável da jovem Igreja cristã (At 22,4s; 26,9-12; Gl 1,13; Fl 3,6); teve uma conversão súbita, no caminho de Damasco, devida à aparição de Jesus ressuscitado, que, ao lhe manifestar a verdade da fé cristã, indicou-lhe sua missão especial de Apóstolo dos gentios (At 9,3-19p; Gl 1,12.15s; Ef 3,2s)". (Cf W. Gardini, Catolicidade e unidade em São Paulo, São Paulo, Edições Paulinas, Resumo das pp. 15-30).

Como é espetacular a ação de Deus na história humana. Ele sabe tirar do mal o bem. De um ferrenho perseguidor de cristãos Paulo torna-se em um verdadeiro discípulo missionário de Jesus. Com certeza a força destruidora de sua perseguição aos cristãos tornou-se a benéfica culpa que encheu de zelo o Apóstolo levando-o aos confins do mundo pagão a fim de pregar a boa nova de Cristo.

Paulo foi um verdadeiro comunicador. Toda a sua missão acontece pela pregação oral e pelas sua cartas, que eram a forma de manter viva nas comunidades por ele fundadas o  primeiro ardor de conversão que se operava nelas. 

São Paulo é o Apóstolo da urgência. Nada o detinha quando o assunto era evangelizar. Os naufrágios, chicotadas, assaltos, rejeições, prisões, nada o bloqueava ou o fazia esmorecer. O grande amor por Cristo, a docilidade com que se deixava conduzir pelo Espírito Santo fizeram dele o grande protagonista da conversão do mundo pagão.

É importante frisar que as coisas não foram instantâneas como se pode deduzir pela leitura dos Atos dos Apóstolos, ou por suas cartas. Paulo após sua conversão retirou-se por sete ou nove anos, aproximadamente, para preparar-se para a missão. Esse dado nos mostra o quão importante é a formação religiosa do discípulo que quer cumprir seu dever de batizado. Temos tanto a aprender, há tanto material disponível que não só nos enriquece, como fortalece a caminhada em qualquer etapa da vida. Saber para servir, servir para diminuir distâncias, aproximar-se do outro para enriquecê-lo de Cristo.

A história de São Paulo deve reconfortar-nos e animar-nos para o discipulado, porque todos temos uma história pregressa de abandono da fé, ou mesmo de perseguição, ainda que velada,  àqueles que creem. São Paulo é o exemplo real de que sempre é possível recomeçar, sempre é possível retomar o caminho do seguimento de Cristo, com o coração ocupado em fazê-Lo mais conhecido. Basta a humildade de reconhecer que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, e a docilidade ao seu Espírito, para poderemos, também, ser apóstolos da comunicação hoje.

Que São Paulo interceda por nós, e nos tome por seus imitadores!

Malu e Eduardo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sei em quem pus a minha fé (2Tm 1,12)




“A fé é primeiramente uma adesão pessoal do homem a Deus, a aceitação livre a toda a verdade que Deus revelou”. ( Catecismo da Igreja Católica parágrafo 150)

Apesar de termos sido levados por nossos pais e padrinhos à Pia Batismal para recebermos o Sacramento da Iniciação Cristã, ou simplesmente o Batismo, a verdadeira fé é a aceitação livre de toda a verdade que Deus revelou, ou seja, meus pais e padrinhos não podem ter fé por mim.

E porque isto é importante? Porque Deus não quer que nenhum de seus filhos acredite Nele por coação ou medo. A fé é um dom, uma dádiva que precisa ser acolhida, aceita, alimentada e reconhecida como um tesouro, o maior deles.

Muitas vezes passamos a vida atrás de objetivos humanos, subir na carreira profissional, dar uma boa educação aos filhos, proporcionar conforto e saúde à família, poder apreciar as boas coisas da vida... Isso é bom em si mesmo, quando não nos afasta do nosso único objetivo na vida: alcançar a vida eterna junto de Deus. Para isso fomos criados, para isso Deus nos concede cada novo dia, para que através das coisas da vida possamos chegar até Ele pelas obras e escolhas que fazemos.

Escolher o que não passa, eis a sabedoria de todos os santos que nos precederam. Muitos deles, como São Francisco de Assis, renunciaram uma vida de fartura para encontrar a única riqueza que não pode ser tirada nem pela morte, nem pelos ladrões, nem por nada: Cristo. Eles compreenderam a brevidade da vida, da juventude, da saúde que hoje temos, mas que basta um pequeno entupimento numa veia minúscula em nosso cérebro, para que tudo aquilo que somos e construímos venha por água abaixo.

Porque estamos tão aflitos e apressados em nossos dias para alcançar metas humanas e não nos apressamos e nos afligimos para conquistar um lugar no céu? Temos que agir como São Paulo, que colocou todas as suas forças em seguir a Cristo e em fazê-Lo conhecido por todo o mundo. São Paulo deu-se por inteiro, por isso tornou-se o grande apóstolo da evangelização.

Sei em quem pus a minha fé! (2Tm 1,12) Temos que colocar nossa fé naquele que venceu a morte, naquele que opera o impossível, naquele que nos ama e nos busca a cada instante para nos oferecer os tesouros conquistados por sua morte vitoriosa sobre o mal. Este tem poder, este salva, este acolhe a todos sem distinção. Não é com isso que toda a humanidade sonha? Com um mundo onde todos sejam iguais e tenham as mesmas chances? Isso só será possível quando aderirmos a Ele de corpo e alma, porque o céu começa em nós.

Malu

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Simples assim





Com a celebração do Batismo de Jesus, encerramos o tempo do Natal.

Desmontamos o presépio, recolhemos os enfeites da árvore e fica uma sensação de orfandade. Parece que a alegria da encarnação de Jesus e toda a doçura deste tempo vai nos deixar, e só retornará daqui a onze meses...

Isso não é verdade, você e eu sabemos (meio que na teoria). Ele é o Emanuel, o Deus conosco!

Mas como enxergá-Lo na rotina do dia a dia, na correria dos afazeres sempre mais volumosos e nas enxurradas de informações que despencam sobre nós?

Deus está aqui comigo agora que digito este texto, ele fala a você através destas palavras que vão se formando e dando sentido à moção do Espírito Santo que age na elaboração desta página.

Se Ele está aqui, se Ele fala em mim e através de mim, preciso acreditar nisto com convicção, porque se eu não o fizer, nem você nem ninguém se sentirá movido a buscá-Lo. A fé é transmitida assim, com palavras que carregam dentro de si a verdade de uma experiência de encontro com o Senhor.

O encontro com Jesus é hoje, agora, na situação que me ocupa. E isso não significa que estou levitando, ouvindo os anjos cantando, ou certa de que nenhuma tragédia pode me alcançar. Eu o encontro antes do temporal que vai cair, ou na monotonia dos dias que se repetem sempre iguais, ou convivendo com as pessoas que me incomodam, ou seja lá qual for o panorama, porque é Ele quem está comigo, a iniciativa é sempre Dele, e assim não há talvez, não há quem sabe, há sempre o amor de Cristo que, independente do meu estado, me procura e fica comigo porque para Ele eu tenho valor, eu sou importante.

Esta é para mim a força motriz que me impulsiona a buscá-Lo cada vez mais e com energia renovada, porque a força vem Dele mesmo. Eu só preciso acreditar e deixá-lo agir em mim, dando espaço para que aos poucos o que prevaleça seja a vontade Dele, porque se sou importante para Ele, como poderia Ele querer alguma coisa ruim para mim?

É um caminho de descobrimento, é um relacionamento em que vou me mostrando para Ele, e Ele vai se mostrando para mim. Simples assim. É continuar sendo eu, mas Dele, e mais Ele. Transfiguração lenta, mas possível.

Se tudo isso é experiência do hoje e do agora, será que hoje não é Natal?

Malu