segunda-feira, 4 de novembro de 2024
sexta-feira, 18 de outubro de 2024
Cresce o número de católicos no mundo

As Pontifícias Obras Missionárias publicaram o dossiê estatístico anual sobre a situação da Igreja Católica no mundo.
Redação (17/10/2024 15:18, Gaudium Press) Por ocasião do Dia Mundial das Missões, que será celebrado no próximo domingo, 20 de outubro, as Pontifícias Obras Missionárias publicaram o dossiê estatístico anual sobre a situação da Igreja Católica no mundo. De acordo com o documento, houve um crescimento no número de fiéis em relação ao ano passado.
Mais católicos no mundo
Tendo como base a data de 31 de dezembro de 2022, quando a população mundial era constituída por 7,8 bilhões de pessoas, a população católica mundial é estimada em mais de 1 bilhão e 389 milhões de pessoas, tendo tido um aumento global de 13,7 milhões de católicos em relação ao ano anterior.
Este aumento de católicos confirma uma tendência constante nos últimos anos e afeta quatro dos cinco continentes, deixando apenas a Europa de fora (que registra um declínio no número de fiéis). No total, existem 17,7% de católicos no mundo, um ligeiro aumento de 0,03% em relação ao ano anterior.
Número de sacerdotes e catequistas diminuiu
Apesar disso, o número de catequistas diminuiu, apesar de continuar sendo considerável: mais de 2,8 milhões. Outro dado triste apresentado no dossiê é o número de sacerdotes no mundo, que também continua diminuindo, de forma especial na Europa, América e Oceania, chegando a 407.730 ministros ordenados.
Já na África e na Ásia, continentes nos quais a perseguição aos cristãos é mais intensa e são recorrentes os casos de sequestros e mortes de sacerdotes, houve um aumento no número de sacerdotes.
Mais Bispos, menos religiosos
Registrou-se ainda o aumento de 13 Bispos no mundo, chegando a 5.353, dos quais 2.682 são diocesanos e 2.671 pertencentes a congregações religiosas. Também houve uma quantidade maior de diáconos permanentes (+974), totalizando 50.159.
Porém, houve queda na quantidade de religiosos consagrados sacerdotes (-360), perfazendo 49.414. O mesmo ocorreu em relação ao número de religiosas consagradas (-9.730), mantendo o panorama de anos anteriores. Atualmente, elas perfazem 599.228 mulheres. África (+1.358) e Ásia (+74), porém, registraram altas neste indicador.
O dossiê registra ainda uma diminuição na quantidade de seminaristas, tanto diocesanos quanto religiosos: dos 109.895 do ano de 2021 passou-se a 108.481 em 2022. Apenas na África (+726) e na Oceania (+12) percebeu-se alta na quantidade de seminaristas. (EPC)
sexta-feira, 27 de setembro de 2024
Mulheres Santas são tema de nova publicação da Editora do Vaticano
A proposta da obra “Dez mulheres
santas: artífices do ser humano” é aprofundar o tema da santidade a
partir de dez mulheres que deram exemplo de virtude.
Cidade do Vaticano (26/09/2024 12:38)
“Dez mulheres santas: artífices do ser humano”, este é o tema da obra
publicada recentemente pela Livraria Editora Vaticana (LEV), que pode
ser baixado gratuitamente pelo site da LEV.
O livro reúne um compilado das palestras da segunda Conferência Interuniversitária Internacional, realizada em Roma, entre os dias 7 e 8 de março de 2024, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz.
Reflexão teológico-pastoral sobre as mulheres na Igreja
Estes dois dias de reflexão fazem parte do projeto “Mulheres na Igreja: artífices do ser humano”, promovido por importantes instituições acadêmicas de Roma e da Espanha. O encontro teve ainda o patrocínio de cinco Dicastérios da Cúria Romana e de seis Embaixadas junto à Santa Sé.
O projeto “Mulheres Doutoras da Igreja e Padroeiras da Europa” foi lançado no ano de 2022 tendo como objetivo contribuir para a reflexão teológico-pastoral sobre as mulheres na Igreja, destacando o papel das mulheres Santas.
Aprofundamento no tema da Santidade
A proposta do livro “Dez mulheres santas: artífices do ser humano” é a de aprofundar o tema da santidade a partir de dez mulheres que deram exemplo de virtude, sendo verdadeiras discípulas de Cristo, seguindo o exemplo de Maria Santíssima.
Espera-se que a publicação desta obra seja uma valiosa ferramenta para a pastoral universitária, diocesana e paroquial, promovendo a “pastoral de santidade”, oferecendo exemplos de santidade às mulheres, incentivando-as a elevarem seus olhares e ampliarem seus horizontes. (EPC)
Gaudium Press
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
As famílias são os veradeiros seminários
Padre Fábio Rosini, responsável pelas vocações pastorais do Vicariato de Roma, disse que “há pouco para se regozijar”, referindo-se à sua diocese, onde “a messe é abundante, mas os operários são poucos”.
Rosini afirma que a questão das vocações sacerdotais é um “desafio”, que se enfrenta de muitas maneiras há muito tempo. O sacerdote coloca o problema da seguinte maneira: se em Roma – coração do cristianismo católico, cidade de mais de três milhões de habitantes dividida aproximadamente em 340 paróquias – apenas onze sacerdotes são ordenados em um ano, considerando o aumento da idade sacerdotal média e de todos os presbíteros que atingem a idade de 75 anos ao completar seu serviço, “significa que dentro de alguns anos já não teremos sacerdotes suficientes para as paróquias.”
Essa falta de “vocações romanas mostra o estado de uma Igreja estéril”, sublinha. Na Cidade Eterna, não falta peixe para pescar, mas falta a própria água em que os peixes devem nadar.
“Quando assumi a responsabilidade por este serviço, em 2011, tentei entender os números reais e descobri que, nas paróquias, os grupos de jovens eram compostos, em média, por não mais do que uma dezena de jovens – conta o diretor do Serviço Vocacional do Vicariato de Roma. É evidente que não faltam vocações, não faltam seminaristas, mas que os grandes ausentes são os cristãos em geral”.
Portanto, não faltam tanto as vocações, mas o próprio povo de Deus. Ao não ter claro esse diagnóstico, corre-se o risco de “continuar fazendo uma pastoral vocacional que busca especializar um assunto inexistente e não cuidamos de fazer crescer o povo de Deus, continuamos a dar por garantida a fé, e a consequência é que não há vocações. Precisamos anunciar o Evangelho, formar cristãos”, ressaltou.
É mais uma questão de cristãos formados na família
Por isso, a análise, que é simples, não deixa de ser luminosa: as vocações são a consequência natural das famílias verdadeiramente cristãs. São como o florescimento natural de um cristianismo verdadeiramente impregnado na sociedade.
Segundo o Pe. Rossini, as famílias são “os verdadeiros seminários. É necessário realizar uma pastoral familiar ad hoc, porque se os jovens vierem de famílias verdadeiramente cristãs que rezam, se forem treinados no serviço e no perdão, então teremos excelentes sacerdotes. Mas se não partirmos de um encontro pessoal com Cristo, não teremos cristãos e, portanto, teremos cada vez menos sacerdotes”, conclui.
Com informações Agensir.it