terça-feira, 9 de maio de 2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

São José Operário


Celebrar hoje a memória de São José Operário é celebrar, com especial alegria, o mistério daquela vida escondida que o Filho de Deus feito homem quis ter em Nazaré. Ora, como ensina S. Luís Maria Grignion de Montfort, o que primeiro nos vem à mente ao contemplarmos este obediente rebaixamento de Cristo Jesus é o fato de que Ele deu mais glória a Deus em seus trinta anos de submissão silenciosa à Virgem Maria e a S. José do que em qualquer outro período de seu ministério público. Isto significa dizer, antes de tudo, que Aquele que é Senhor do céu e da terra, sem se aproveitar de sua condição divina, fez-se o menor dos servos, dando-nos assim um exemplo da mais sublime humildade; Aquele, pois, que criou o firmamento e nele fixou as estrelas assumiu a condição humana, descendo do trono de sua glória celeste para habitar num casebre de uma pobre aldeola judaica. O que porém neste dia nos deve causar ainda mais admiração é que tanto Cristo quanto sua Mãe Santíssima, elevada ao fastígio de Rainha do Céu e da Igreja, submeteram-se docilmente à paternal autoridade daquele que, no seio da Sagrada Família, sabia não estar à altura da santidade de sua Esposa e de seu Filho adotivo.

Constituído, pois, cabeça da família humana do Deus encarnado, S. José recebeu do Pai o dever sagrado — e com quanta devoção e reverência deve tê-lo cumprido! — de ensinar a trabalhar, a construir mesas e cadeiras, a aplainar tábuas etc. Àquele que é a própria Sabedoria eterna. Com o formão e o martelo em mãos, enquanto sulcava a madeira, Cristo a todo instante pensava como, por sua graça e Sacramentos, moldaria o nosso pobre e ainda mal formado coração, a fim de torná-lo a obra prima de amor e santidade que Ele tanto deseja fabricar. Recorramos hoje à intercessão de São José Operário; peçamos-lhe, com firme confiança, que nos alcance de seu humilíssimo Filho a graça de nos deixarmos trabalhar pela graça de Cristo. Roguemos-lhe, por fim, que nos ensine a nós, encomendados sempre à sua proteção, a santificar-nos no e por meio do nosso trabalho quotidiano. — Ó São José, Chefe da Sagrada Família, Modelo dos operários, rogai por nós!

Padre Paulo Ricardo

domingo, 23 de abril de 2017

Mídias digitais: cristãos chamados a ser cidadãos e não apenas hóspedes da Rede



No dia 21 de abril, o prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò, participou de um encontro sobre as mídias digitais e a formação ao novo ecossistema comunicativo na sede de Roma da USMI, a União das Superioras Maiores da Itália. O instituto é um grande ponto de referência para as mais de 600 congregações religiosas femininas ativas no país.


Mons. Viganò abordou, principalmente, o desafio da Igreja perante a Internet: “não podemos ignorar o diálogo com a cultura do nosso tempo, com a evolução da mídia e a exigência de aprender a usar linguagem original e técnicas inéditas de narração”, sublinhou o prefeito, ao acrescentar que, na Igreja, “somos herdeiros de um passado que conservamos como tesouro precioso, mas somos responsáveis por um presente desafiador e por um futuro que deve ser decodificado e projetado”.

No seu discurso, Mons. Viganò fez referência ao Papa Francisco, que convida todos a “refletir sobre a realidade dos meios de comunicação que não são mais somente próteses, que nos ajudam a chegar cada vez mais longe”, mas “constituem um tecido vital no qual estamos todos imersos, fazem parte do nosso dia a dia”. O Pontífice também nos lembra que “não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de usar bem os meios à sua disposição”.

Com a revolução tecnológica, revelou o prefeito, se passou da questão “’o que faz a mídia?’ para o quesito ‘o que se faz com a mídia?’”. Então, é “indispensável compreender os desafios culturais lançados à sociedade e à Igreja no novo horizonte comunicativo”. Torna-se crucial o tema da formação que, de acordo com Mons. Viganò, “não equivale” somente a “oferecer competências tecnológicas”. “Educar e formar nesse âmbito”, disse ele, “significa maturar as razões das conexões e das saídas da Rede” e maturar também “uma maneira responsável de estar dentro e em relação com os novos mundos”.

Para o prefeito da Secretaria para a Comunicação, os cristãos são chamados a ser “cidadãos” e “não apenas hóspedes da mídia”, aceitando entrar nesse espaço digital “como um momento de confronto e de promessas, tempo providencial de graça e de sabedoria, na escuta do ‘rumor de um silêncio tênue em que está presente Deus’”.

A exortação final para as Superioras Maiores foi para que concentrem os esforços “sobre os percursos de formação que ofereçam oportunidades para ousar no futuro, razões para se empenhar, decisões e objetivos para agir”. (AC)


Radio Vaticana

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A História da Páscoa

sábado, 8 de abril de 2017

Domingo de Ramos


A paixão segundo Marcos é a mais antiga das quatro e, certamente um dos textos evangélicos mais antigos. Ela tem como ideia central o silêncio de Jesus e sua absoluta confiança no Pai.

Quando Judas o beijou, Jesus não reagiu, como também não o fez em relação às demais agressões sofridas na Paixão e nem ao aparente silêncio do Pai.
Aqueles que desejam seguir Jesus deverão abandonar tudo, até a própria vida. Tudo em favor da vontade do Pai e de seu Reino. É necessário, como o Mestre estar só, vivenciar a solidão.

Do mesmo modo que os discípulos, também nós queremos seguir Jesus, por amor. Mas como esse seguimento está sendo feito? Através do seguimento de ideias cristãs, de sua ética ou através do seguimento da pessoa de Jesus?

O batismo nos proporcionou esse seguimento, mas no transcorrer de nossa vida, de nosso dia a dia, abandonamos nossa vida, nossas primeiras opções, e nos deixamos às mãos do Pai, como Jesus e como Santa Terezinha do Menino Jesus gostava de fazer? E se somos submetidos às provações, qual é ou qual será nossa reação?

O abandono de Jesus e o sentir-se abandonado pelo Pai foi ultra forte; ele clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” E isso na hora da morte em que lutava pela justiça, pelos interesses do Pai!

Qual a reação de Jesus? Ele chorou, pediu conforto ao Pai e que o consolasse. Marcos apresenta um Jesus fraco e que experimentou quão é exigente e difícil obedecer ao Pai.
Por que Jesus não discutiu? Ele sabia que a sentença já estava decidida. Por isso seu silêncio não demonstra covardia e sim, superioridade, não se perturbando com a calúnia, não se colocando no mesmo nível de seus acusadores, mas confiando na vitória final da verdade.

Jesus não temeu a derrota, mas confiou plenamente no Pai.

A entrega de Jesus ao Pai já começou a dar frutos no próprio ato. Um pagão, o centurião romano fez sua profissão de fé imediatamente à morte de Jesus: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus”.  Ele respondeu às perguntas que eram feitas no início do evangelho. Somente após a morte e ressurreição é que se pode compreender quem é Jesus. O que fez o centurião crer, um pagão crer, foi a entrega de Jesus, por amor, até a morte e morte na cruz. O amor rasgou o véu do templo e, desse momento em diante, todos os homens poderão ser feitos filhos de Deus.  Tudo dependerá da fé em Jesus, da crença nele, da qual o centurião, segundo Marcos, foi o primeiro.

Jesus dividiu conosco as experiências dramáticas da vida!

Queridos irmãos, ouvintes da Rádio Vaticano, entramos na Semana Santa, onde aprofundaremos nosso conhecimento no amor de Cristo por nós e, consequentemente seremos agraciados com mais amor. Que possamos chegar à Páscoa da Ressurreição mais assemelhados ao Cristo obediente!

Radio Vaticana