sexta-feira, 19 de maio de 2017

O Centenário de Fátima



No dia 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceu pela primeira vez aos pastorinhos, Jacinta Marto (7anos), Francisco Marto (9 anos) e Lúcia de Jesus (10 anos), em Fátima, Portugal. Quem não conhece a história?

Vamos relembrar aqui as cinco frases marcantes de Nossa Senhora de Fátima:

1. “Rezai o Terço todos os dias. Rezai, rezai muito! E fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas. Quando rezardes o Terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu bom Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem”.

2. “Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o Seu Trono”.

3. “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.

4. “O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.”

5. “O Meu coração é cercado de espinhos que os homens ingratos me cravam, com blasfêmias e ingratidões”.


Neste ano as aparições completam 100 anos. Será que o mundo acolheu as mensagens de Nossa Senhora?

Numa época em que a palavra "sacrifício" assusta, e é sistematicamente banida do vocabulário das pessoas, inclusive dos cristãos, como a mensagem de Fátima pode se perpetuar como um apelo atual e urgente à humanidade?

Vivemos dias sangrentos e instáveis: seja pela violência cotidiana, pelas guerras fratricidas, pelo terrorismo, pelas disputas comerciais e políticas das grandes nações, que colocam em risco toda a vida e a paz do mundo, pela falência dos recursos naturais do planeta que vão se cristalizando dia a dia, pela corrupção daqueles que dirigem as nações e penalizam os mais pobres, e por tantas outras razões...

As Aparições de Fátima são um alerta para todos. O mundo não se tornou um lugar melhor, ao contrário, estamos em grande risco. Portanto, com humildade, imitemos as crianças que viram a Mãe de Deus aparecer na Cova da Iria, e atendamos aos apelos de Maria que quer que todos colaborem para o maior número de almas salvas. Vamos fazer sacrifícios para que a paz triunfe sobre a guerra, a fraternidade sobre o egoísmo, o amor sobre a indiferença generalizada. Vamos usar a potente arma do terço contra todo o mal e contra toda descrença, porque Nossa Senhora afirma:

"Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará"!

Nós não vamos ficar de fora desta missão, certo?


ISF

segunda-feira, 1 de maio de 2017

São José Operário


Celebrar hoje a memória de São José Operário é celebrar, com especial alegria, o mistério daquela vida escondida que o Filho de Deus feito homem quis ter em Nazaré. Ora, como ensina S. Luís Maria Grignion de Montfort, o que primeiro nos vem à mente ao contemplarmos este obediente rebaixamento de Cristo Jesus é o fato de que Ele deu mais glória a Deus em seus trinta anos de submissão silenciosa à Virgem Maria e a S. José do que em qualquer outro período de seu ministério público. Isto significa dizer, antes de tudo, que Aquele que é Senhor do céu e da terra, sem se aproveitar de sua condição divina, fez-se o menor dos servos, dando-nos assim um exemplo da mais sublime humildade; Aquele, pois, que criou o firmamento e nele fixou as estrelas assumiu a condição humana, descendo do trono de sua glória celeste para habitar num casebre de uma pobre aldeola judaica. O que porém neste dia nos deve causar ainda mais admiração é que tanto Cristo quanto sua Mãe Santíssima, elevada ao fastígio de Rainha do Céu e da Igreja, submeteram-se docilmente à paternal autoridade daquele que, no seio da Sagrada Família, sabia não estar à altura da santidade de sua Esposa e de seu Filho adotivo.

Constituído, pois, cabeça da família humana do Deus encarnado, S. José recebeu do Pai o dever sagrado — e com quanta devoção e reverência deve tê-lo cumprido! — de ensinar a trabalhar, a construir mesas e cadeiras, a aplainar tábuas etc. Àquele que é a própria Sabedoria eterna. Com o formão e o martelo em mãos, enquanto sulcava a madeira, Cristo a todo instante pensava como, por sua graça e Sacramentos, moldaria o nosso pobre e ainda mal formado coração, a fim de torná-lo a obra prima de amor e santidade que Ele tanto deseja fabricar. Recorramos hoje à intercessão de São José Operário; peçamos-lhe, com firme confiança, que nos alcance de seu humilíssimo Filho a graça de nos deixarmos trabalhar pela graça de Cristo. Roguemos-lhe, por fim, que nos ensine a nós, encomendados sempre à sua proteção, a santificar-nos no e por meio do nosso trabalho quotidiano. — Ó São José, Chefe da Sagrada Família, Modelo dos operários, rogai por nós!

Padre Paulo Ricardo

domingo, 23 de abril de 2017

Mídias digitais: cristãos chamados a ser cidadãos e não apenas hóspedes da Rede



No dia 21 de abril, o prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò, participou de um encontro sobre as mídias digitais e a formação ao novo ecossistema comunicativo na sede de Roma da USMI, a União das Superioras Maiores da Itália. O instituto é um grande ponto de referência para as mais de 600 congregações religiosas femininas ativas no país.


Mons. Viganò abordou, principalmente, o desafio da Igreja perante a Internet: “não podemos ignorar o diálogo com a cultura do nosso tempo, com a evolução da mídia e a exigência de aprender a usar linguagem original e técnicas inéditas de narração”, sublinhou o prefeito, ao acrescentar que, na Igreja, “somos herdeiros de um passado que conservamos como tesouro precioso, mas somos responsáveis por um presente desafiador e por um futuro que deve ser decodificado e projetado”.

No seu discurso, Mons. Viganò fez referência ao Papa Francisco, que convida todos a “refletir sobre a realidade dos meios de comunicação que não são mais somente próteses, que nos ajudam a chegar cada vez mais longe”, mas “constituem um tecido vital no qual estamos todos imersos, fazem parte do nosso dia a dia”. O Pontífice também nos lembra que “não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de usar bem os meios à sua disposição”.

Com a revolução tecnológica, revelou o prefeito, se passou da questão “’o que faz a mídia?’ para o quesito ‘o que se faz com a mídia?’”. Então, é “indispensável compreender os desafios culturais lançados à sociedade e à Igreja no novo horizonte comunicativo”. Torna-se crucial o tema da formação que, de acordo com Mons. Viganò, “não equivale” somente a “oferecer competências tecnológicas”. “Educar e formar nesse âmbito”, disse ele, “significa maturar as razões das conexões e das saídas da Rede” e maturar também “uma maneira responsável de estar dentro e em relação com os novos mundos”.

Para o prefeito da Secretaria para a Comunicação, os cristãos são chamados a ser “cidadãos” e “não apenas hóspedes da mídia”, aceitando entrar nesse espaço digital “como um momento de confronto e de promessas, tempo providencial de graça e de sabedoria, na escuta do ‘rumor de um silêncio tênue em que está presente Deus’”.

A exortação final para as Superioras Maiores foi para que concentrem os esforços “sobre os percursos de formação que ofereçam oportunidades para ousar no futuro, razões para se empenhar, decisões e objetivos para agir”. (AC)


Radio Vaticana

quarta-feira, 12 de abril de 2017