domingo, 23 de abril de 2017

Mídias digitais: cristãos chamados a ser cidadãos e não apenas hóspedes da Rede



No dia 21 de abril, o prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano, Mons. Dario Edoardo Viganò, participou de um encontro sobre as mídias digitais e a formação ao novo ecossistema comunicativo na sede de Roma da USMI, a União das Superioras Maiores da Itália. O instituto é um grande ponto de referência para as mais de 600 congregações religiosas femininas ativas no país.


Mons. Viganò abordou, principalmente, o desafio da Igreja perante a Internet: “não podemos ignorar o diálogo com a cultura do nosso tempo, com a evolução da mídia e a exigência de aprender a usar linguagem original e técnicas inéditas de narração”, sublinhou o prefeito, ao acrescentar que, na Igreja, “somos herdeiros de um passado que conservamos como tesouro precioso, mas somos responsáveis por um presente desafiador e por um futuro que deve ser decodificado e projetado”.

No seu discurso, Mons. Viganò fez referência ao Papa Francisco, que convida todos a “refletir sobre a realidade dos meios de comunicação que não são mais somente próteses, que nos ajudam a chegar cada vez mais longe”, mas “constituem um tecido vital no qual estamos todos imersos, fazem parte do nosso dia a dia”. O Pontífice também nos lembra que “não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de usar bem os meios à sua disposição”.

Com a revolução tecnológica, revelou o prefeito, se passou da questão “’o que faz a mídia?’ para o quesito ‘o que se faz com a mídia?’”. Então, é “indispensável compreender os desafios culturais lançados à sociedade e à Igreja no novo horizonte comunicativo”. Torna-se crucial o tema da formação que, de acordo com Mons. Viganò, “não equivale” somente a “oferecer competências tecnológicas”. “Educar e formar nesse âmbito”, disse ele, “significa maturar as razões das conexões e das saídas da Rede” e maturar também “uma maneira responsável de estar dentro e em relação com os novos mundos”.

Para o prefeito da Secretaria para a Comunicação, os cristãos são chamados a ser “cidadãos” e “não apenas hóspedes da mídia”, aceitando entrar nesse espaço digital “como um momento de confronto e de promessas, tempo providencial de graça e de sabedoria, na escuta do ‘rumor de um silêncio tênue em que está presente Deus’”.

A exortação final para as Superioras Maiores foi para que concentrem os esforços “sobre os percursos de formação que ofereçam oportunidades para ousar no futuro, razões para se empenhar, decisões e objetivos para agir”. (AC)


Radio Vaticana

quarta-feira, 12 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Domingo de Ramos


A paixão segundo Marcos é a mais antiga das quatro e, certamente um dos textos evangélicos mais antigos. Ela tem como ideia central o silêncio de Jesus e sua absoluta confiança no Pai.

Quando Judas o beijou, Jesus não reagiu, como também não o fez em relação às demais agressões sofridas na Paixão e nem ao aparente silêncio do Pai.
Aqueles que desejam seguir Jesus deverão abandonar tudo, até a própria vida. Tudo em favor da vontade do Pai e de seu Reino. É necessário, como o Mestre estar só, vivenciar a solidão.

Do mesmo modo que os discípulos, também nós queremos seguir Jesus, por amor. Mas como esse seguimento está sendo feito? Através do seguimento de ideias cristãs, de sua ética ou através do seguimento da pessoa de Jesus?

O batismo nos proporcionou esse seguimento, mas no transcorrer de nossa vida, de nosso dia a dia, abandonamos nossa vida, nossas primeiras opções, e nos deixamos às mãos do Pai, como Jesus e como Santa Terezinha do Menino Jesus gostava de fazer? E se somos submetidos às provações, qual é ou qual será nossa reação?

O abandono de Jesus e o sentir-se abandonado pelo Pai foi ultra forte; ele clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” E isso na hora da morte em que lutava pela justiça, pelos interesses do Pai!

Qual a reação de Jesus? Ele chorou, pediu conforto ao Pai e que o consolasse. Marcos apresenta um Jesus fraco e que experimentou quão é exigente e difícil obedecer ao Pai.
Por que Jesus não discutiu? Ele sabia que a sentença já estava decidida. Por isso seu silêncio não demonstra covardia e sim, superioridade, não se perturbando com a calúnia, não se colocando no mesmo nível de seus acusadores, mas confiando na vitória final da verdade.

Jesus não temeu a derrota, mas confiou plenamente no Pai.

A entrega de Jesus ao Pai já começou a dar frutos no próprio ato. Um pagão, o centurião romano fez sua profissão de fé imediatamente à morte de Jesus: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus”.  Ele respondeu às perguntas que eram feitas no início do evangelho. Somente após a morte e ressurreição é que se pode compreender quem é Jesus. O que fez o centurião crer, um pagão crer, foi a entrega de Jesus, por amor, até a morte e morte na cruz. O amor rasgou o véu do templo e, desse momento em diante, todos os homens poderão ser feitos filhos de Deus.  Tudo dependerá da fé em Jesus, da crença nele, da qual o centurião, segundo Marcos, foi o primeiro.

Jesus dividiu conosco as experiências dramáticas da vida!

Queridos irmãos, ouvintes da Rádio Vaticano, entramos na Semana Santa, onde aprofundaremos nosso conhecimento no amor de Cristo por nós e, consequentemente seremos agraciados com mais amor. Que possamos chegar à Páscoa da Ressurreição mais assemelhados ao Cristo obediente!

Radio Vaticana

segunda-feira, 20 de março de 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

Alegria em tempo de conversão




São 15 conselhos muito simples e concretos que Francisco oferece para esta Quaresma e que ajudarão você a vivê-la melhor:

1. Sorrir. Um cristão é sempre alegre;
2. Agradecer (mesmo se não “precisar” fazê-lo);
3. Lembrar aos outros que você os ama;
4. Cumprimentar com alegria essas pessoas que você vê todos os dias;
5. Ouvir a história do outro sem preconceito, com amor;
6. Parar e ajudar quando alguém precisar;
7. Incentivar quem está desanimado;
8. Alegrar-se pelas qualidades ou realizações dos outros;
9. Juntar as coisas que você não vai mais usar e dar a quem precisa;
10. Ajudar quando necessário para que o outro descanse;
11. Corrigir com amor e não calar por medo;
12. Cuidar com carinho especial dos que estão perto de você;
13. Limpar o que usa em casa;
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos;
15. Ligar para os pais, falar mais com eles.




O melhor jejum, segundo o Papa, é:

. Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
. Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
. Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
. Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.

. Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
. Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
. Jejum de tensões e encher-se com orações.
. Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
. Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
. Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
. Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.



quarta-feira, 1 de março de 2017

Jejum, esmola e oração!



Jesus convida todos os homens e mulheres a segui-Lo, tornando-se discípulos seus. Quem aceita o seu chamado inicia um processo de conversão, que quer dizer mudança de mentalidade, com a consequente mudança de rota na vida. São Paulo descreveu com maestria esta vida nova: "Tendo vós todos rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Podeis irar-vos, contanto que não pequeis. Não se ponha o sol sobre vossa ira, e não deis nenhuma chance ao diabo. O que roubava não roube mais; pelo contrário, que se afadigue num trabalho manual honesto, de maneira que sempre tenha alguma coisa para dar aos necessitados. De vossa boca não saia nenhuma palavra maliciosa, mas somente palavras boas, capazes de edificar e de fazer bem aos ouvintes. Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes marcados, como por um sinal, para o dia da redenção. Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade. Pelo contrário, sede bondosos e compassivos, uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo. Sede, pois imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor. A imoralidade sexual e qualquer espécie de impureza ou cobiça nem sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavrões ou conversas tolas, nem de piadas de mau gosto: são coisas inconvenientes; entregai-vos, antes, à ação de graças" (Ef 4,25-32; 5,1-4). Para chegar lá, é necessário exercitar-se, e muito! Relacionamento consigo, com o próximo e com Deus.

A primeira delas é chamada de mortificação, abstinência, ou jejum. As três expressões servem para indicar o processo de educação da vontade. Moderar o uso do alimento, escolher práticas que orientem nossos impulsos instintivos. Muitos o fazem por motivos de saúde ou por razões estéticas, enquanto nós desejamos fazê-lo para a educação da vontade e para partilhar o fruto do jejum com as pessoas necessitadas.

A segunda tem o nome de esmola, palavra, quem sabe, desgastada, que é o exercício das obras de misericórdia, ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). "Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo" (Lc 3, 11). "Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo" (Lc 11, 41).

Enfim, intensificar a prática da oração, em todas as suas formas, é o terceiro exercício com o qual os cristãos se comprometem na Quaresma, abrindo-se para Deus e dedicando tempo e qualidade de relacionamento com o Senhor. Rezar mais e rezar melhor!

Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo de Belém (PA)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pe. Alberione e as virtudes domésticas


Jesus viera do céu, encarnou-se, para redimir a humanidade e para revelar o Seu evangelho e oferecer-Se como vítima ao Pai celeste. Entretanto, na vida pública passa apenas três anos e alguns meses, e dedica trinta anos à vida privada: isto significa um décimo de toda a sua vida na vida pública, no ministério público e, pelo contrário, nove décimas da sua vida privada em Nazaré.

O que isto significa? Nós, que temos pouca capacidade para conhecer os mistérios divinos, até poderemos dizer: mas pelo menos quando tinha vinte anos poderia ter começado a pregação pública! Não. Porque veio para revelar o Evangelho, veio para redimir o homem e permanecer trinta anos na vida privada. Mas se depois penetrarmos neste fato um pouco mais, chegamos a compreender a razão e deixará de ser um mistério para nós, porque as virtudes privadas são as mais importantes, porque primeiro devemos procurar a nossa santidade, antes de ir ensinar aos outros!

Porque o Senhor sabe que a maioria dos homens tem uma vida privada, mas não apostólica, e então o que se necessita? Especialmente são necessárias as virtudes domésticas. O Senhor Jesus queria restaurar a humanidade, mas tinha de começar por dar um exemplo de santidade, para que todos fossem santos. Este é necessário para todos. E dar o exemplo das virtudes domésticas. Porque foi necessário constituir a sociedade civil e a sociedade da Igreja? Para existirem as virtudes domésticas, para que as famílias sejam bem ordenadas, organizadas, porque as famílias são a célula da Igreja; da Igreja e a célula dos povos, do Estado.

O que, portanto, Jesus fez em todos aqueles anos, numa casinha escura, longe dos olhares, sem dar a perceber a Sua onipotência, por exemplo operando algum milagre: apenas se viu uma cintila de luz da sua sabedoria, como, por exemplo, quando foi ao Templo, aos doze anos de idade.

Oh! As virtudes individuais, as nossas virtudes, em primeiro lugar, devemos cuidar delas. Isto significa: a fé, a esperança, a caridade, a humildade, a docilidade, a paciência. Primeiro, ser santos! Ninguém pode dar frutos se a planta não existir, ou então se não for robusta. E que faz um agricultor? O agricultor vai tratar a raiz da planta e isto significa que deve ser bem regada, bem adubada, etc. Então, se for robusta, acredita-se, cresce porque bem alimentada: ah! que frutos, flores e folhas aquela planta as irá ter! […]

O apostolado é fruto da nossa santidade interior. É mesmo assim. Não olhemos sobretudo para as coisas exteriores e para o que conseguiremos fazer, etc.: pensemos, sim, que a primeira coisa que deve ser feita é fazermo-nos santos; depois, o apostolado será uma consequência. […]

Devemos ter medo do apostolado se antes de mais nada não existir a santidade, porque até poderá ser uma tentação: passar a vida a olhar para os outros, a observar os outros e até, talvez, a julgá-los e a condená-los. E este defeito existe mesmo lá onde não deveria existir! Cuida de ti próprio! […]

Portanto, a vida interior, a santidade em casa, as virtudes domésticas, aquelas virtudes mínimas do dia a dia, que são as que enchem os dias de méritos. Os heroísmos, as virtudes excepcionais poucas vezes temos que praticá-las, mas geralmente são as pequenas obediências, as pequenas atenções, as pequenas ações que se devem cuidar, sim, porque não existe nada de pequeno no serviço de Deus.

(Às Apostolinas - 10 agosto de1957, pp. 133-142)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Crianças soldado: vítimas e rés de conflitos armados



Em janeiro deste ano, o Papa pedia que rezássemos pelo fim dos "meninos soldados", realidade cruel e desumana que avilta vários quesitos dos direitos da infância e adolescência. No artigo abaixo, podemos compreender um pouco mais do porquê da preocupação do Santo Padre...


"Nova Iorque (RV) – Celebra-se neste domingo (12/02), o Dia Internacional contra o uso de Crianças soldado, proclamado pelas Nações Unidas.



Segundo estimativas da ONU, mais de 100 mil crianças são utilizadas como soldados, sobretudo em Uganda, Libéria, República Democrática do Congo e Sudão.

Atualmente, existem dezenas de conflitos armados, nos quais crianças e adolescentes são aliciados e obrigados a fazer parte de exércitos nacionais, forças ou grupos armados. Muitos desses jovens são recrutados à força, outros se alistam voluntariamente, porque quase não veem ou não têm alternativa a não ser participar da guerra.

Os motivos deste presumível "voluntariado" são a falta de ocupação ou formação profissional e o desejo de fugir da violência em ambiente familiar. A vingança também é um fator que impulsiona o alistamento voluntário de crianças e adolescentes, por causa da perda de um ente querido, em consequência de conflitos armados ou guerras.

Abuso sexual
A vida das crianças soldado é dura e perigosa, afirmam especialistas das Nações Unidas, pois geralmente atuam como mensageiras, espiãs, e, muitas vezes, até precisam transportar explosivos e manejar pistolas, fuzis e metralhadoras.

As meninas frequentemente são obrigadas a satisfazer os desejos sexuais dos soldados nos acampamentos. As crianças soldado não são somente vítimas em conflitos armados, elas também são, ao mesmo tempo, réus.

Como prova de "dureza", muitas vezes, são obrigadas, sob pena de morte, a assassinar amigos e membros da própria família. As crianças também são usadas como soldados por serem mais maleáveis e dóceis que os adultos e, por isso, são doutrinadas a obedecer e a matar. Em muitos casos, isto ocorre sob a influência de drogas e bebidas alcoólicas. As crianças que passam por estas experiências sofrem danos emocionais e físicos, muitas vezes irreparáveis, durante a toda a sua vida. (MT)"


Rádio Vaticano

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Um grande sinal

No dia da Apresentação do Senhor, em torno do Papa Francisco e pelo mundo todo, renova-se a consagração destas pessoas preciosas aos olhos de Deus e de todos os cristãos. Com velas acesas, simbolizando a entrega de suas vidas e o reconhecimento do grande sinal que representam, louvamos a Deus por estes irmãos e irmãs e pedimos o fortalecimento de suas disposições para o serviço do Reino de Deus.

Sabemos que a plenitude da vida acontecerá quando Deus for “tudo em todos” (Cf. 1 Cor 15, 28). A pessoa chamada à vida consagrada é “apressada”! Deseja viver, desde já, a realidade do Céu. Faz votos públicos de entrega de sua vida ao Senhor, plena liberdade. Basta ver a imensa lista de santos e santas, passando dos mais conhecidos, como São Francisco de Assis, Santo Antônio, São João Bosco e outros, até chegar aos que continuamente são apresentados à Igreja e ao mundo, nas beatificações e canonizações, como testemunhas qualificadas, que atestam a validade permanente do Evangelho.

Estes são homens e mulheres que aceitaram serem sinais de Deus em todos os tempos. Em alguns casos, sua dedicação fundamental é a contemplação, como nos muitos mosteiros de várias ordens e congregações masculinas e femininas, verdadeiros para-raios de oração diuturna pela Igreja e pelo mundo. Outras pessoas estão presentes nas atividades pastorais, de forma ativa e dedicada, animando as Comunidades, formando catequistas, incentivando as vocações ou na animação bíblica de grupos e comunidades. Muitos religiosos e religiosas estão nas Escolas confessionais e públicas, apaixonados pela educação das novas gerações. Que dizer das pastorais sociais, como a Pastoral da Criança, da Saúde e outras áreas marcadas pelo testemunho que chega às raias do heroísmo. Em nosso país, tantos viveram tal testemunho até o derramamento do próprio sangue, mártires da verdade do Evangelho.

Deus tem um olhar pessoal e intransferível para cada cristão, e este olhar tem o nome de vocação. Convido todos os jovens a se confrontarem com a Palavra de Deus que escutam na Santa Missa, descobrindo-a como dirigida especialmente a eles. Provoco com força e ternura tantos deles que experimentam no mais profundo do coração a inquietação, que os conduz a buscarem a liberdade das coisas, dos afetos e de si mesmos, para se lançarem na maravilhosa aventura do seguimento radical de Jesus Cristo.

Aos religiosos e religiosas e outras pessoas que se consagram na profissão dos Conselhos Evangélicos, chegue o estímulo à fidelidade crescente ao Senhor, no amor a Ele e a todos os homens e mulheres de todas as idades e situações sociais, que suplicam a luminosidade do grande sinal. Olhem para Maria, aquela que é toda revestida da Palavra de Deus, o “Grande Sinal” que realiza plenamente a vocação da Igreja (Cf. Ap 12, 1-6). Nela está o dever ser que a Igreja e o Mundo esperam das pessoas consagradas.

Trechos de artigo de Dom Alberto Taveira Corrêa - Arcebispo de Belém do Pará

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sete verdades para provar que Deus não abandonou você


Muitas pessoas sentem que o peso do trabalho, problemas familiares, econômicos, desemprego, etc, as sufocam e não encontram saída por nenhuma parte (inclusive os cristãos praticantes); sentem que não suportam tudo isso, ainda mais quando vêm 2 ou 3 problemas desses juntos. Isso pode acontecer com qualquer um de nós em algum momento de nossa vida.

Para os planos de Deus sobre nós, não existem respostas teológicas concretas. Eu não sei o que Deus pode querer de você, ou o quão longe ele vai tentar a infelicidade.

Sabemos, certamente, que Escritura diz que as águas chegarão ao pescoço, mas não nos afogarão. Não vou mentir dizendo que seus sofrimentos já vão acabar. Quem faz isso são os astrólogos, que enganam as pessoas e brincam com sua sede de esperança e fé. Porém, além de mentir, não resolvem nada.

Sete verdades em que devemos acreditar:
  1. Tudo acontece para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8,28). Embora não seja dito, o que está incluso neste “tudo” vai de presentes materiais de Deus até a cruz e o martírio.
  2. Deus não permite que sejamos testados além de nossas forças.
  3. Muitas vezes, as águas chegarão até o nosso pescoço, mas não nos afogarão.
  4. Muitas vezes, Deus espera que nós peçamos o que necessitamos, inclusive com sacrifícios, penitências e votos generosos. E, depois disso, Ele atua, porque queria despertar em nós esses atos que hão de nos santificar.
  5. A cruz está no caminho normal de toda pessoa chamada à santidade. E devemos aceitar com paciência e resignação nossas cruzes. Para isso, podemos ler, proveitosamente, o Livro de Jó.
  6. Isso não nos exime de fazer nossa parte para encontrar a saída. Muitas vezes, a graça que Deus nos dá não é encontrar a saída para os nossos problemas, mas sim a graça de tentar mais uma vez.
  7. Em nossa fraqueza, manifesta-se a força de Deus, como disse São Paulo. Às vezes, Deus espera até que fiquemos completamente abatidos para agir e, dessa forma, mostrar que foi sua mão que nos salvou, e não as nossas forças.
Sei que não é fácil, mas nunca deixe de orar.
“Sempre e por qualquer motivo, dê graças a Deus, nosso Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios, 5,20)

Por Miguel A. Fuentes

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Ano Mariano


A Imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada no rio Paraíba do Sul no ano de 1717.  Neste ano de 2017, portanto, o encontro da Imagem completa 300 anos. Assim, este é o Ano Nacional Mariano, onde a Igreja do Brasil celebrará este jubileu com os olhos postos em Maria.

Maria, a Mãe de Jesus e esposa de José, é a mulher da Sagrada Família, aquela se colocou à inteira disposição de Deus, para que tudo se cumprisse conforme a vontade Dele.

Ela venceu desde o início de sua jornada de "escolhida", porque soube dar glória a Deus através de tudo o que fazia, de tudo o que lhe acontecia. Maria não olhava para si mesma, mas somente para Deus. Ela empenhava-se em ser a serva do Senhor, uma criatura de uma dignidade incomparável que nunca tomou para si glória alguma, mas que soube cultivar o silêncio e a oração como armas potentes contra todo desvio e ilusão.

Sempre centrada em sua missão, ela não desperdiçou suas energias em planejar seus passos, em calcular como seria o futuro, em lamentar pelos infortúnios, ou em parar nas dificuldades. Ela seguiu em frente sempre guiada e iluminada pelo Espírito Santo, sempre em harmonia com seu esposo José, sempre dedicada e olhando de modo contemplativo para tudo o que fazia seu Filho Jesus.

Quantas lições para as nossas mães e esposas, para as nossas famílias. Quantas lições para todos aqueles que querem aprender a fazer a vontade de Deus, e viver em sintonia com os planos divinos. Sim, porque Deus tem um plano pessoal de salvação para cada criatura que sai de suas mãos. E isso ninguém pode mudar. Pode sim, não aceitar, não colaborar, ignorar, caminhar na direção oposta, revoltar-se, mas o desejo de felicidade que Deus tem para cada um é irrevogável, porque Ele é amor. 

Se o mundo está hoje tão repleto de desencontros, violência, injustiça, guerras, conflitos familiares e sociais, juventude sem rumo, infância desprotegida e roubada, solidão, desrespeito, e tantas outras chagas dolorosas, não será porque perdemos a noção de que somos criaturas, e queremos ser como deuses? Temos ainda a pretensão de que o dinheiro, a fama, os prazeres sem compromisso, a falta de limites podem controlar nosso comportamento e nos fazer felizes? Os jornais estão todos os dias com manchetes que comprovam que nada disto deu certo!

É preciso recuperar os valores que dão certo, que trazem paz ao espírito, que conseguem tirar o melhor de nós mesmos e dos outros. Olhando para Maria, um ser humano como nós, podemos chegar a Deus se a Ela nos consagrarmos, se Ela confiarmos nossas necessidades e súplicas, se Ela nos inspirar todos os dias a deixarmos que Deus tome o leme de nossa existência. Maria é também nossa Mãe, e como mãe jamais nos deixará sem os cuidados que carecemos para sermos de Deus, e para alcançarmos a vida eterna. Ela cuida bem de todos!

Confiemos a Nossa Senhora Aparecida a nossa família, nosso trabalho, e a todos os que amamos, e também os que ainda não conseguimos amar. Entreguemos a Ela o nosso Brasil tão necessitado de sua materna intercessão.

E que em seus braços escutemos seriamente aquilo o que Ela disse nas Bodas de Caná:

"Fazei tudo o que Ele vos disser." (Jo 2,5)

ISF