quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O Papa Francisco tem uma pergunta para nós no meio dessa “agitação de Natal”



Breves e prioritárias reflexões, diretamente do primeiro Advento que Francisco viveu como Papa!

perguntas que precisamos nos refazer de tempos em tempos, já que tendemos a nos esquecer das respostas que realmente fazem a diferença. Nesta época, uma delas tem direta relação com o sentido dessa preparação para o Natal:
Há lugar para o Senhor ou só há lugar para festas, para fazer compras, para fazer barulho?
O Papa Francisco nos ajudou a refletir sobre essa questão prioritária já no seu primeiro Advento como pontífice, em 2013. A sua homilia de 23 de dezembro daquele ano, na Casa Santa Marta, nos propôs trechos como os seguintes:
“A nossa alma se assemelha à Igreja; a nossa alma se assemelha a Maria. Os padres do deserto dizem que Maria, a Igreja e a nossa alma são femininas e aquilo que se diz de uma pode ser dito, analogamente, da outra. A nossa alma também está à espera, à espera da vinda do Senhor; uma alma aberta, que chama: ‘Vem, Senhor'”.

“E eu me pergunto: estamos à espera ou estamos fechados? Estamos vigilantes ou estamos seguros, abrigados num hotel à beira do caminho, sem querer continuar em frente? Somos peregrinos ou somos errantes? Por isso a Igreja nos convida a rezar: ‘Vem abrir a nossa alma! Que a nossa alma, nestes dias, seja vigilante, à espera'”.

“Há lugar para o Senhor ou só há lugar para festas, para fazer compras, para fazer barulho? A nossa alma está aberta, como está aberta a Santa Mãe Igreja e como estava aberta Nossa Senhora? Ou a nossa alma está fechada e colocamos na nossa porta um cartãozinho muito educado que pede: ‘Favor não perturbar’?”

“Que [a nossa alma] seja uma alma aberta, uma alma grande, para receber o Senhor nestes dias! E que ela comece a sentir aquilo que a Igreja nos dirá na antífona: ‘Sabei que hoje vem o Senhor! E amanhã vereis a Sua glória!”.
Por Aleteia

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

8 coisas que todo católico deve fazer

Você vai se surpreender: está tudo ao seu alcance de maneira simples!

1. Comece o dia com a oração, a sua Bíblia, e uma conversa com a sua Mãe 

“Parece tão simples, mas eu não entendo por que alguns dias eu não consigo ‘encaixar’ a oração.”  Os nossos dias precisam ser centrados em torno desse hábito.  Marque um encontro com Ele. Programar o alarme do celular para um momento em que você possa orar e não deixar Deus esperando. As manhãs são melhores, mas se não funcionar encontre um horário que funcione. Puxe sua Bíblia e leia uma ou duas linhas. As leituras da Santa Missa são uma ótima forma de começar. A meta para todos os católicos é rezar o Santo Rosário todos os dias, reze no transporte, no horário de almoço, durante os intervalos do trabalho para casa ou para a faculdade, com esforço é possível ao menos rezar um Santo Terço por dia. Se algum dia isso não for possível, se realmente aconteceu algo sério para que você não entregasse uma coroa de rosas, ao menos, a Mãe do Senhor, não durma sem entregar a Ela ao menos uma rosa, uma Ave-Maria.

“A oração é nada mais do que a união com Deus. Quando o coração é puro e unido a Deus ele é consolado e cheio de doçura; ele é ofuscado por uma luz maravilhosa “. – São João Maria Vianney

2. Sorriso, seja gentil

Você já ouviu o velho hino:
 “Eles saberão que somos cristãos pelo nosso amor, pelo nosso amor …”? Não é necessariamente verdade hoje. Os cristãos se tornaram tão rudes e irreverentes como todos os outros, às vezes até mais! Vamos recuperar o nosso amor cristão sorridente, dando o nosso assento no ônibus ou ajudando velhinhas a atravessar a rua.

“Vamos sempre conhecer uns aos outros com o sorriso, o sorriso é o começo do amor.”   – Madre Teresa

3. Use as redes sociais!.. e chame um amigo para visitar um amigo

Sim, eu sei que temos um monte de posts sobre como a mídia social é usada em demasia, mas vá em frente, use-a! No entanto, usá-a de uma maneira que glorifique a Deus. Compartilhe uma escritura com um amigo. Pergunte como está um antigo colega. Comunicar-se com as pessoas para construir relacionamentos e que eles possam existir na pessoalidade também, que as redes não substituam o tempo de trocas pessoalmente.

“A amizade é a fonte dos maiores prazeres, e sem amigos mesmo as atividades mais agradáveis ​​se tornam tediosas.” –  São Tomás de Aquino

4. Diga para alguém que você a ama e o por quê!

Eu não conheço ninguém que já tenha se cansado de ouvir que são amados. É ainda melhor quando lhes é dada uma lista de razões pelas quais são amáveis! Quer se trate de seus pais, irmãos ou suas próprias crianças, podemos tornar isso um hábito diário.

“Você aprende a falar falando, estudar estudando, correr, executando, trabalhar  trabalhando e é só assim, você aprende a amar amando. Todos aqueles que pensam que podem aprender de qualquer outra forma estão enganando a si mesmos. “-São Francisco de Sales

5. Fale sobre Deus

Fazer de Deus parte do seu dia, não apenas em seu tempo de oração. Trazê-Lo para  as conversas com seus amigos, familiares e até colegas de trabalho se você puder. Falamos sobre coisas que amamos – filmes, restaurantes, as pessoas … mas nós muitas vezes não conseguimos falar de Deus da mesma forma. Por isso, os gestos de piedade cristã são uma forma de evangelização singela e forte, nesse mundo em que já não temos mais nenhum lembrete social da nossa fé, portanto, fazer o Sinal da Cruz antes e depois das refeições, esteja você no refeitório, no restaurante ou num açaizeiro, quando passa em frente a uma Igreja, fazer um minuto de silêncio quando passa em frente a um cemitério ou um hospital se recolhendo em uma súplica silenciosa pelas almas, usar o crucifixo com piedade, falar que não pode ir ao churrasco de manhã no domingo pois é o horário da Santa Missa, tirar uns minutos do horário do almoço e ir ali no sacrário daquela Igreja perto do seu trabalho para adorar Jesus Eucarístico, fazer uma penitência na sexta-feira, essas pequenas atitudes evangelizam, falam de Deus no silêncio e são a força motriz do cristianismo autêntico.

“Mas isso não significa que devemos adiar a missão evangelizadora; em vez disso, cada um de nós deve encontrar maneiras de comunicar Jesus onde quer que estejamos. Todos nós somos chamados a oferecer aos outros um testemunho explícito ao amor salvífico do Senhor, que apesar de nossas imperfeições nos oferece sua proximidade, sua palavra e sua força, e dá sentido às nossas vidas. “ – Papa Francisco

6. Sacrificar alguma coisa

É tão importante que aprendamos a fazer sacrifícios diários e oferecer-los ao Senhor. E não precisa ser algo louco. Pode ser: comer pão sem manteiga, desligar o rádio e dirigir em silêncio, ficar sem wi-fi por um dia. São as pequenas coisas que cultivam nossa santidade e nos ajudam a superar o nosso apego às coisas do mundo.

“Não há lugar para o egoísmo e não há lugar para o medo! Não tenha medo, então, quando o amor faz exigências. Não tenha medo quando o amor requer sacrifício. “ – São Papa João Paulo II

7. Servir de alguma forma

Procure uma maneira de servir a alguém todos os dias. Mais uma vez, isso não tem que ser algo grande como ir para a África em missão. Você pode fazer a comida para a sua mãe, pagar o café para um estranho ou pegar o lixo quando você andar na rua. Não deixe passar um dia em que você não faça alguma coisa para alguém.

“Você sabe que nosso Senhor não olha para a grandeza ou a dificuldade da nossa ação, mas no amor com que você faz a ação. O que, então, você tem a temer? “ – Santa Teresa do Menino Jesus

8. Refletir sobre o seu dia

No final de cada dia, passe alguns minutos pensando sobre o seu dia. Um exame de consciência é uma ótima maneira de fazer isso. Existe alguém que você precisa perdoar? Existe alguém que você precisa pedir perdão? Pense sobre as maneiras pelas quais o Senhor foi providente com você e seja grato por Suas muitas bênçãos. Agradecê- O! Pergunte a si mesmo: eu me direcionei para mais perto ou mais longe de Deus com minhas ações de hoje? Como posso fazer melhor amanhã?

“Você deve se esforçar com todo o cuidado possível para agradar a Deus, de tal maneira a não fazer nada, sem antes consultá-lo, e em tudo para buscar somente a Ele e Sua glória.” – Santo Afonso Rodriguez

Bônus…

Toda semana:
  • ir à missa no domingo (e mais frequentemente se você puder durante a semana)
  • ir para a Adoração
  • reunir-se com um amigo na pessoa e / ou ir a um encontro com o seu cônjuge
Todo mês:
  • ir para a Confissão
  • fazer algum tipo de ministério (de ajuda com um grupo de jovens, servir em uma cozinha de sopa, etc)
  • ler um livro espiritual
  • reunir-se com um mentor espiritual
Todo ano:
  • Vá a um retiro.                                                                                                                                                                                                                                          
    Texto inspiração: Site Catholic Link English, tradução e adendos por Ana Paula Barros
    por Salus in Caritate

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Senhor vem!


O Ano Civil começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. A cada ano, a liturgia das celebrações segue uma sequencia de leituras próprias, divididas em anos A, B e C. No ano “A” a leitura principal do evangelho na celebração segue o Evangelho de São Mateus. No ano “B”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Marcos. No ano “C”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Lucas.
 
No próximo domingo, 3 de dezembro, inicia-se um novo Ano Litúrgico, porque é o começo do Tempo do Advento. Neste novo ano meditaremos sobre o Evangelho de São Marcos, ou seja, é o ano B. Assim, no 1º Domingo do Advento, meditaremos sobre:
 
VINDA. A liturgia da Palavra fala muito desta palavra. O tempo do Advento quer sensibilizar-nos para esta vinda. A dimensão escatológica marca toda a celebração cristã, particularmente neste domingo.

VIGÍLIA. O apelo que Cristo nos lança à vigilância é para ser tomado bem a sério. Vigiai, pois… deve ser marcado no momento da proclamação do Evangelho ou no momento do envio, por exemplo, pois é uma atitude a ser vivida no quotidiano. Que o Senhor não nos encontre a dormir ou adormecidos…
 
A nossa vida tem um horizonte. Mesmo se olhamos por vezes o passado para recordar… Mesmo se tomamos o nosso presente para o viver plenamente… Precisamos de nos voltar decididamente para o futuro para entrever os projetos que nos mobilizam. Tal é o convite que Jesus nos lança três vezes: “Vigiai!” Como Maria, José, os pastores, os Reis Magos… Se vigiamos, o nosso presente e o nosso futuro encontrar-se-ão. É isso a esperança.

A oportunidade de um novo começo… Devido às nossas numerosas atividades, inclusive na Igreja, a nossa vigilância está muitas vezes ameaçada: falta-nos o tempo para parar, discernir, fazer novas escolhas em ordem a despertar a nossa adesão a Cristo. E se o tempo do Advento nos oferecesse esta oportunidade de um novo começo?…

P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

As redes sociais são a grande novela da vida real


Há muitos anos, as redes sociais chegaram para ficar nas nossas vidas. Podemos ver e ler de tudo nelas. E quando digo “de tudo” é tudo mesmo. As redes sociais são uma grande telenovela, pois expõem vidas, intrigas, mistério, suspense, notícias, humor e muitas outras coisas…

As pessoas querem saber de tudo. Se Petra já se divorciou, se Juancho continua odiando seu chefe, como está sendo a viagem de Maria.

Assim é o novelão da vida diária. E quanta gente é imprudente na hora de compartilhar sua vida! Eu só digo que não convém publicar tudo.

As redes sociais, muitas vezes, servem de catarse emocional e de desabafo, pois, entre outras coisas, publicar algo é mais barato do que uma consulta a um psicólogo. Mas eu insisto: as pessoas precisam ser pru-den-tes quanto às publicações, pois “o barato sai caro”, já que pelo menos o profissional de saúde tem a obrigação de guardar o sigilo daquilo que dividimos com ele. E o que se escreve nas redes sociais está lá para quem quiser ver.

Mesmo que depois a gente apague o post, sempre há alguém que conseguiu ver e até o esperto que “printou” a tela com nossas memoráveis palavras. E não há como voltar atrás.

Mas o que devo publicar nas redes sociais?
  • Use o bom senso para publicar aquilo que acrescente algo à sua vida e possa contribuir com a comunidade;
  • Compartilhe o que você realmente é, mas não viole seu espaço vital nem o de sua família;
  • Sua intimidade jamais deve ser exposta;
  • Compartilhe somente aquilo que não coloque em risco a sua vida pessoal nem sua reputação;
  • Apresente-se com verdade, de acordo com a sua dignidade como pessoa;
  • Não compartilhe aquilo que mancha a sua reputação, como fotos provocativas ou que evidencie o consumo de álcool ou drogas;
  • Não publique insultos, frases com duplo sentido ou piadas vulgares;
  • Não ofenda as pessoas nem escreva frases discriminatórias ou humilhantes;
  • Não reclame de seu trabalho ou de seu chefe;
  • Não comente sobre problemas familiares ou conjugais;
  • Não publique sua localização, o evento em que você esteja ou seus planos para as férias
  • E, antes de publicar alguma coisa, pense no mínimo três vezes.
Insisto: você é o que você publica. Cuide bem de seu nome, de seu prestígio e de sua reputação. Leve em conta que, hoje em dia, a grande maioria dos empregadores investigam suas redes sociais antes de ler seu currículo, pois as redes oferecem muitas informações sobre nossa personalidade. Lembre-se que apenas um comentário, apenas um “like” onde não deveria ou uma foto pouco prudente pode dar impressão que você é pouco profissional ou pouco confiável.

O tema é fascinante e há muito que aprender sobre ele. Por isso, se você ficou interessado como eu, sugiro que conheça um projeto chamado Eres o que publicas [em espanhol], que alerta sobre a importância de ter privacidade nas redes sociais, como controlar quem lê suas publicações e aprender a proteger seu conteúdo.

Luz Ivonne Ream

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A gratidão é uma virtude que nos faz reconhecer as coisas boas que recebemos


Temos reclamado muito da vida. Do país, do governo corrupto, da crise, do terrorismo, das coisas chocantes que as mídias sociais e a imprensa descarregam sobre nós todos os dias.

Há chagas ao nosso redor, sim. Há chagas até em nós, possivelmente... Mas o fato é que isso não pode reger o nosso sentido de percepção das coisas, nosso humor, nossa forma de levar a vida. Temos que imitar as crianças, neste aspecto. Elas quando são interrompidas em suas brincadeiras ou atividades, logo buscam outra coisa que dê continuidade ao seu "ser criança", elas criam outro estado de diversão.

Pense naquelas crianças que estão privadas das atividades normais das demais, por motivo de doença incapacitante... Estas encontram na imaginação, pela leitura, ou outra forma de expressão de que possam fazer uso, um meio de viverem sua infância como lhes é possível. E isso já deu à humanidade grandes pensadores, artistas, personalidades, que souberam por para fora, o que de bom, e de dom, a vida lhes deu.

Assim tem que ser conosco. Não estou, nem de longe, propondo uma "síndrome do avestruz", mas sugerindo um plano B, que, na verdade, tem que ser o plano A. E como seria isso?

Você acordou hoje. Abriu os olhos e está enxergando. Sucesso! E ainda que não enxergasse, haveria motivo para se alegrar, pois você está vivo.
Você logo pensou que hoje não é sábado, nem domingo, ou seja, é necessário trabalhar. Nesse caso,  temos seu segundo sucesso. Você tem um emprego, ou compromissos que tem hora e local para acontecer, ou seja, você é necessário.
Aí você se espreguiça, e quanta preguiça... Terceiro sucesso, você tem mobilidade.
Você se levanta e vai para o banheiro. Ora, ora, você anda!!! Quarto sucesso.
Depois você vai fazer a primeira refeição do dia. Quinto motivo de alegria: há na sua mesa o que comer, e você ainda fará outras refeições ainda neste dia...

Poderíamos ficar elencando outras graças que diariamente fazem parte do nosso "kit eu mereço". Mas na verdade, nem eu, nem você, nos damos conta de que todos esses privilégios diários não são percebidos nem agradecidos, portanto nós nem merecemos.

Para viver neste mundo sem ser arrastado pela enxurrada de desânimo e desalento que circulam por aí, temos que mudar a estratégia, temos que fazer outro movimento...

O mundo ainda continuará com suas mazelas, porque esqueceu-se de Deus. Mas nós não nos esqueceremos mais, porque logo de manhãzinha Ele vem nos acordar (sim, é Ele, e não o despertador, por que nossa vida é mantida pela Sua infinita misericórdia), e já no primeiro momento deste novo dia Ele continuará nos amando e dando-nos o que for preciso para que sejamos felizes hoje, e não amanhã, porque amanhã Ele começa tudo de novo.

Há muito o que agradecer, e há muito pelo que rezar, pelos governantes, pelo país, pela fim da violência, etc. Mas o sol ou a chuva deste dia serão os mensageiros mais sonoros de que "se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rom 8,31)

Malu e Eduardo - ISF



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

19 mandamentos da pedagoga Maria Montessori para os pais

Sua relação com seus filhos pode melhorar muito em qualidade e quantidade

Dizem que apenas quatro pedagogos do século XX revolucionaram a criação dos pequenos. São o americano John Dewey, o alemão Georg Kerschensteiner, a italiana Maria Montessori e o pedagogo da então União Soviética, Antón Makarénko.
Maria Montessori escreveu pequenos mandamentos para pais de família. São orientações simples, mas se você refletir sobre elas, verá que possuem grande sabedoria em poucas palavras. Recomendamos a pais e mães que as leiam ao menos uma vez por ano (e as coloquem em prática). Desta maneira, é muito provável que sua relação com seus filhos melhore em qualidade e quantidade. Além disso, eles crescerão com uma personalidade mais desenvolvida e serão indivíduos mais próximos da vida em harmonia.
  1. Crianças aprendem com aquilo que está a seu redor.
  2. Se você critica muito uma criança, ela aprenderá a julgar.
  3. Se você elogia uma criança com frequência, ela aprenderá a valorizar.
  4. Se a criança é tratada com hostilidade, ela aprenderá a brigar.
  5. Se você for justo com a criança, ela aprenderá a ser justa.
  6. Se você frequentemente ridicularizar a criança, ela se transformará em uma pessoa tímida.
  7. Se a criança cresce sentindo-se segura, aprenderá a confiar nos outros.
  8. Se você denigre a criança com frequência, ela desenvolverá um sentimento de culpa que não é saudável.
  9. Se as ideias da criança são aceitas regularmente, ela aprenderá a se sentir bem consigo mesma.
  10. Se você for condescendente com a criança, ela aprenderá a ser paciente.
  11. Se você elogia o que a criança faz, ela conquistará autoconfiança.
  12. Se a criança vive em uma atmosfera amigável, sentindo-se necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.
  13. Não fale mal de seu filho ou filha, nem quando ele ou ela estiver por perto, nem se estiver longe.
  14. Concentre-se em desenvolver o lado bom da criança, de maneira que não sobre espaço para o lado mau.
  15. Escute sempre a seu filho e o responda quando ele quiser fazer uma pergunta ou comentário.
  16. Respeite seu filho mesmo que ele tenha cometido um erro. Deixe para corrigi-lo depois.
  17. Esteja disposto a ajudar quando seu filho estiver procurando algo, mas esteja também disposto a passar despercebido se ele já encontrou o que procurava.
  18. Ajude a criança a assimilar o que ela não conseguiu. Faça isso enchendo o espaço que o rodeia com cuidado, discrição, silêncio oportuno e amor.
  19. Quando se dirigir a seu filho, faça isso da melhor maneira possível. Dê a ele o melhor que há em você.                        

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sexo: esclarecimentos para católicos solteiros e casados


Uma explicação simples sobre o sentido da sexualidade nos planos de Deus
Sexo!!!

Eu pensava que esse assunto já estava claro na mente dos fiéis, mas não. A bagunça ainda existe. Solteiros que acham que NÃO É pecado, e casados que pensam que É. Vamos clarear isso!

O sexo é uma graça de Deus. É através dele que a vida humana floresce. Nada que Deus criou é ruim em si mesmo, pois Ele é o Sumo Bem. No entanto, o pecado chegou pra desconstruir os planos do Criador. Como diz um tio meu, Deus fez a cana e o diabo inventou a cachaça.

No matrimônio, o sexo é um ato sagrado. Jesus revelou a uma alma mística que, quando a esposa se recusa sem motivos sérios, está impedindo que o esposo beba na fonte da vida, e vice-versa. Há casamentos sendo destruídos por uma má compreensão do sexo. Uma senhora chegava a fugir do marido quando ele a procurava. Pegava o terço e dizia: “Tá repreendido. Saia daqui…” Existem casais que não comungam após uma noite de amor. Outra senhora que cobria o crucifixo do quarto com uma toalha “para Jesus não ver”. Minha gente, a cama de um casal ‘casado’, é o altar da vida, é um lugar santificado. Tobias e Sara rezavam antes de se deitarem. Não é a toa que a Igreja diz que o casamento só é consumado na noite de núpcias. Acordem pra vida!

Já no caso dos solteiros, aí sim a coisa complica. Buscar o prazer no outro, sem ter um compromisso, é fazer da pessoa um objeto. Quando alguém se casa, está se dando ao outro por inteiro. É o mesmo que dizer: “Vou tocar no teu corpo porque te amo. Ele será meu, e o meu será teu, por toda a vida”. Sexo antes do compromisso matrimonial, é dizer: “Vou usar o teu corpo para satisfazer minhas paixões… você é meu copo descartável”. Por isso há tanta gente desestruturada, por ter sido usada e ferida naquilo que tem de mais íntimo. O corpo que nasceu para ser um jardim secreto de delícias, torna-se pasto de animais selvagens.

Quer escapar da Aids, da gravidez indesejada e dos traumas no namoro? Então previna-se! Seja casto (a) e busque um relacionamento em Deus. Deixe o ‘tico-tico no fubá’ para aquele (a) que tiver a coragem de te levar ao altar e dizer, diante de todos: “Recebe esta aliança como sinal do meu amor”.

Padre Gabriel Vila Verde

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A oração recomendada por um exorcista para escorraçar todo mal


Ele realizou nada menos que 70 mil exorcismos ao longo do seu ministério

Desde o Éden, o diabo “ronda como um leão rugente, à procura de quem devorar” (cf. 1 Pedro 5,8). A presença do diabo é real, mas não deve assustar: o poder de Satanás é limitado e pode ser rechaçado por quem invoca o auxílio de Deus.
O Pe. Gabriele Amorth, falecido em 2016 e considerado um dos maiores exorcistas do mundo, recomendava diversas orações para combater toda forma de mal que pudesse oprimir uma pessoa. Ele observava, no entanto, que, por mais que essas orações sejam poderosas, elas devem sempre estar unidas ao sacramento da Confissão e à frequente Comunhão Eucarística.
É de enfatizar, ainda, que essas orações precisam ser feitas com humildade, reconhecendo-se que é Deus quem expulsa o mal do nosso meio. Nós não temos poder sobre o diabo: só o Senhor do Céu e da Terra é que possui a plena autoridade.
Entre as orações recomendadas pelo pe. Gabriele Amorth, a Anima Christi, ou Alma de Cristo, é uma das mais poderosas.

Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do Lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de Vossas chagas escondei-me.
Não permitais que eu me separe de Vós.
Do inimigo maligno defendei-me.
Na hora da minha morte chamai-me.
E mandai-me ir para Vós
Para que com vossos Santos Vos louve
Pelos séculos dos séculos.
Amém.

Original em latim: Anima Christi

Anima Christi, sanctifica me.
Corpus Christi, salva me.
Sanguis Christi, inebria me.
Aqua lateris Christi, lava me.
Passio Christi, conforta me.
O bone Jesu, exaudi me.
Intra tua vulnera absconde me.
Ne permittas me separari a te.
Ab hoste maligno defende me.
In hora mortis meae voca me.
Et iube me venire ad te,
Ut cum sanctis tuis laudem te
In saecula saeculorum.
Amen.

Philip Kosloski

domingo, 17 de setembro de 2017

Parábola da indecisão


Você é do tipo que "fica em cima do muro"?

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.
E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.
O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:
– Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!
Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
– O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?
Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
– É porque o muro é MEU.

Reginaldo, da Comunidade Alpha e Ômega

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A prática espiritual do casal: comunhão e fidelidade

Entenda melhor o que o casamento significa nos planos de Deus

Quando Deus quis que a humanidade existisse, estabeleceu um plano: criar o homem e a mulher para que, vivendo o amor, se multiplicassem enchendo a terra de seus filhos. Por isso, no início da humanidade, Deus disse ao primeiro casal: “O homem deixa a casa de seu pai, se une a sua mulher, e sereis uma só carne” (Gên 2m24). E disse-lhes: “Crescei e multiplicai, enchei a terra e submetei-a” (Gên 2,28).

Então, o casamento não é mera “curtição” a dois, não, é uma bela “missão” que Deus deu cada casal: viver o amor na fidelidade um ao outro até a morte, gerando e educando os filhos para Deus. É uma missão tão árdua como a do sacerdote, que vive apenas para Deus e seu Reino.

O casal cristão tem a missão de “crescer a dois”, cada um fazer o outro melhor. Alguém disse que “amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido”. Essa é a primeira e bela missão do casamento: construir o outro com o seu amor. Mas, amar não é fácil, é dar-se, é renunciar-se, é dizer não a si mesmo para dizer sim ao outro.

Ensina a Igreja que o casal cristão deve viver uma “paternidade responsável”; ou seja, ter todos os filhos que puderem criar com dignidade, sem limitar seus nascimentos por comodismo, medo, egoísmo ou outro motivo vil. E isso também não é fácil, por isso o mundo rejeita radicalmente essa proposta de Deus. Não é uma missão fácil, se fosse não haveria tantas separações. O pecado original destruiu a bela harmonia interna em cada um de nós; e passamos a ser atraídos pelo mal, pelo pecado que dificulta a vida conjugal. Daí nascem as infidelidades, as brigas, os egoísmos, etc.

Mas Jesus Cristo veio restaurar a família e o casamento com a sua graça. Ele entrou no nosso mundo pela porta da família e seu primeiro milagre foi num casamento. Ele transformou o casamento em sacramento, isto é, uma graça especial para os que se casam, para que possam cumprir como Deus deseja, a dura missão de pais e esposos fiéis. Agora, com Cristo é possível viver um casamento fiel e feliz até a morte; com Cristo é possível não trair o cônjuge e nem os filhos.

No entanto, é preciso que o casal tenha uma vida espiritual: vida de oração, de frequência aos sacramentos da Confissão e Comunhão, reza do santo Terço em família, meditação da Palavra de Deus e de bons livros. Sem isso a alma esfria, e o Mal desce sobre ela. Sabemos que a mosca não desce sobre um prato quente!

Não é fácil a vida conjugal e sexual do casal; muitos são os problemas que todos enfrentam. Os defeitos de um irritam os defeitos de outro, o ajustamento nem sempre é fácil, a paciência e a tolerância com os erros de cada um nem sempre acontece. Mas Deus é a fonte do amor, da bondade, da mansidão e da paz. É Nele que o casal precisa se abastecer todos os dias, recarregar Nele sua disposição em viver as virtudes que trazem a felicidade ao lar.

Não é fácil manter a família, fazer todas as despesas, educar os filhos, superar os problemas e conflitos do lar; mas, com Deus presente, tudo passa, tudo se resolve, Ele tudo providencia porque está no comando de um lar que O adora e serve. Diz o salmista:
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os seus construtores. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas. Inútil levantar-se antes da aurora, e retrasar até alta noite o vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá a seus amados até durante o sono. Vede, os filhos são um dom de Deus, uma recompensa o fruto das entranhas.” (Sl 126, 1-3)
Coloque sua família, seu casamento, nas mãos de Deus e deixe que Ele o guie!

Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

As qualidades que transformaram Maria em uma referência feminina além do Catolicismo


Deixando de lado as questões religiosas, é preciso reconhecer que estamos diante de uma mulher realmente notável. Estas são as 5 qualidades que aprendi com ela:

1. O sentido da família 
Maria não hesitou em fazer tudo para proteger sua família. Saiu de Nazaré e deu à luz seu primogênito em uma humilde manjedoura, sem sua mãe nem amigos para apoiar. Tecnicamente falando, eram só ela e José, em quem ela depositou toda a sua confiança, assim como ele também o fez.
Depois, mudou-se para o Egito para evitar o assassinato de seu filho mesmo sem saber falar o idioma nem ter conhecidos no local. Lá, esperou pacientemente até poder voltar à Galileia, demonstrando que a prioridade de uma boa mãe e esposa é sacrificar sua própria comodidade em nome das necessidades e do bem-estar de sua família.

2. Fortaleza e valentia
Para qualquer mãe, de qualquer religião, ver o sofrimento de um filho é uma agonia. Maria, mesmo sendo alertada por Simeão, apoiou Jesus em sua difícil missão. Quando chegou a hora, ela o deixou ir. Foi testemunha de todas as suas torturas sem fraquejar. Acompanhou Jesus em sua Paixão.
Sentiu a dor maior ao presenciar sua morte e, no entanto, nunca se mostrou sem esperanças nem derrotada; pelo contrário, refugiou-se na oração e, enquanto alguns discípulos se esconderam por medo, ela ficou ao pé da cruz para mostrar a ele o seu infinito amor.

3. A prudência 
Maria foi uma mulher que, apesar das circunstâncias, jamais foi polêmica e sempre se mostrou digna. Muitos duvidaram – e ainda duvidam – de sua pureza. No entanto, ella não fez escândalos para gritar ao mundo a verdade que ela tinha no coração e entendia que sua missão era maior do que convencer os mal intencionados.
Sabia dar às coisas o seu valor correto e guardá-las no coração. Era a mãe do Salvador do Mundo e, mesmo assim, não se vangloriou dele. Ficou conhecida por sua humildade e sua virtude de saber guardar o silêncio. Mal interpretada por alguns como sinal de fraqueza, ela era o exemplo de mulher sensata, prudente e reflexiva.

4. A capacidade de perdoar
Maria seguiu o exemplo de Jesus e perdoou quem matou seu filho. Não teve ressentimento pela traição de Judas nem pela negação de Pedro. Não há registros de que ela tenha sentido rancor ou sede de vingança. E mais: seu perdão ilimitado e incondicional foi o antídoto de sua tristeza e, em grande parte, por isso ela é a imagem da misericórdia.
O Papa Francisco, ao abrir a Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior no ano passado, disse: “Maria é a Mãe de Deus, que perdoa, que dá o perdão e, por isso, podemos dizer que é a Mãe do Perdão. Esta palavra, perdão, tão pouco compreendida pela mentalidade mundana, indica o fruto próprio e original da fé cristã. Quem não sabe perdoar ainda não conheceu a plenitude do amor. E só quem ama de verdade é capaz de perdoar, esquecendo a ofensa recebida.”

5. A capacidade de amar
A maior prova de amor de Maria foi a que ela ofereceu a Deus, ao confiar cegamente nele. Inclusive os muçulmanos, no Alcorão, expressam sua admiração pela confiança que Maria depositou em Deus e dedicam várias passagens a sua santidade e pureza. Maria poderia perder tudo – o respeito de sua família, seu compromisso com José e até a vida – e ainda assim pronunciou um  SIM sem medida devido à sua fé profunda.
Depois, claro, está o amor de Maria por seu esposo José e seu filho Jesus. Ela o educou e preparou para sua missão com bondade e doçura. E, como acontece com todas as mães, seu trabalho não era somente a concepção de Jesus, mas também a sua formação e desenvolvimento humano e espiritual (de fato, foi ela quem o convidou a realizar o milagre de transformar a água em vinho nas bodas de Canaã). É uma mulher que sempre demonstrou que, no seu coração, só há espaço para o amor, o perdão e a reconciliação.
Definitivamente, como católica, é impossível que eu duvide da magnificência de Maria, porque ela foi a escolhida por Deus para ser a Mãe de seu filho, Jesus. Mas, se não fosse, eu a admiraria da mesma forma porque ela tem qualidades que uma grande mulher, com as quais todas poderiam aprender.

Adriana Bello

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Jesus Sacramentado fala ao coração de quem está diante Dele

Esta história aconteceu há dois anos. Eu estava em um sacrário, na presença de Jesus Sacramentado.

De joelhos, eu rezava. Ingenuamente, perguntei a Jesus:
 “O que quer de mim, Senhor?”

 Rapidamente, uma voz interior clara e transparente, respondeu:
“Escreva! Todos devem saber que eu os amo”.

Aquela experiência impactante marcou a minha vida.
Hoje, uma sobrinha me fez uma pergunta que me levou de volta a esse momento:
 “Tio, por que você escreve tanto sobre o sacrário?”

Esse é o motivo! “Escreva! Todos devem saber que eu os amo”. Isso marcou um começo para mim e me levou a viver grandes aventuras espirituais. Confesso que, a princípio, fiquei aterrorizado.
 “Quem sou eu para escrever sobre ti, Senhor?”

Lembrei- daquela bela canção que reflete exatamente o que eu vivenciei:
“Senhor, não sou nada. 
Por que me chamou? 
O Senhor passou em minha porta e bem sabe
Que sou pobre e fraco.
Por que se fixou em mim?”

Não foi fácil! Tive e tenho grandes batalhas espirituais. As tentações são muitas. Os problemas e as dificuldades não faltam. Mas a graça me sustenta, juntamente às orações e a presença bondosa de Deus. A maior tentação? O desânimo, a vontade de não continuar. 

Curiosamente, toda vez que isso acontece, sinto que o Bom Jesus me envia um sinal, de forma inesperada.

Há algum tempo, eu estava decidido a abandonar esses escritos. Ia me dedicar a outra coisa. Fui à Missa na Igreja de Guadalupe para falar com Jesus e dizer-lhe sobre minhas intenções:  “Bom Jesus, acabou. Melhor buscar outra pessoa”. 

Nisso, um conhecido se aproximou de mim e disse:  “Claudio, tenho um amigo que quer te conhecer e falar com você”.

“Com muito prazer. Quando terminar a missa, vamos falar”, respondi.
Ele se aproximou de mim no fim da Eucaristia, nos sentamos em um banco e ele me disse:
 “Minha esposa me abandonou há pouco tempo. Tenho quatro filhos pequenos…”

As crianças corriam felizes de um lado para o outro.
 “Angustiado por isso e sem saber o que fazer, decidi acabar com tudo. Mas antes, gostaria de uma oportunidade. Fui a uma livraria e falei com a atendente. Ela sugeriu que eu lesse um livro de Claudio de Castro. Não sabia que era você. Mas comprei o livro…”
 “Está angustiado com isso? O que aconteceu?”, perguntei ao homem. 

 “Aqui estou. Em sua frente, para te agradecer e te fazer um pedido: Escreva. Não deixe de fazer isso”. 

Essas palavras me impressionaram. E eu respondi: “Vá ao sacrário e agradeça a Jesus. Ele é quem dá as graças de que precisamos. Ele é quem faz tudo.”
O que aconteceu depois disso?  Simples: continuei escrevendo.  Por quê? A canção explica melhor que eu:
“É impossível conhecer-te, Jesus, e não te amar. É impossível amar-te e não te seguir.”

Mas posso te pedir um favor? Quando for ao sacrário, diga-lhe: “Claudio te manda lembranças”.

Claudio de Castro

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Por que Deus não curou #CharlieGard?


A notícia se espalhou rapidamente em todo o planeta. Charlie Gard, o bebê britânico portador de uma doença grave, morreu em um hospital de Londres. Embora já fosse esperada, a morte de Charlie deixou todo mundo triste.

Nos últimos meses, a situação de Charlie chamou a atenção. Diagnosticado com uma doença terminal, o bebê que ainda não tinha um ano de idade, teve sua vida e sua morte no centro de uma amarga disputa legal. Enquanto os médicos de Charlie julgavam melhor suspender os tratamentos, os pais dele não concordavam. Eles queriam dar ao filho uma chance de lutar pela vida, mesmo que os tratamentos experimentais apenas melhorassem sua grave situação. O que aconteceu deixou de ser uma disputa sobre o tratamento de Charlie e tornou-se uma batalha judicial sobre os direitos parentais. Entre o hospital e os pais, quem deveria ter a última palavra ao determinar o que seria melhor para uma criança doente? Em inúmeras audiências, os pais de Charlie, Chris Gard e Connie Yates, perderam quase todas as apelações. Os tribunais negaram os pedidos que eles fizeram para transferir o garoto para outro hospital e buscar tratamento experimental no exterior.  Até mesmo a solicitação para levar Charlie para a morrer na sua própria casa foi negada. A cada passo, os juízes contestavam os pedidos com base em evidências clínicas. Resultado: Charlie não deixou o hospital no qual ele foi diagnosticado e os desejos dos médicos finalmente foram cumpridos.

O debate legal sobre o caso Charlie Gard vai continuar como era de se esperar.
Mas não é só isso. As questões culturais e religiosas também serão discutidas. Por exemplo: no lado religioso, alguns fiéis podem encontrar na doença e na morte de Charlie um desafio à fé. Embora as fotos do batismo de Charlie nos consolam como cristãos, podemos nos perguntar, no entanto, por que Deus não atuou radicalmente para salvar a vida do pobre Charlie?

Perguntas como esta podem ser inevitáveis, mas não ficam sem respostas. Como escrevi alguns dias atrás, o propósito da oração de intercessão não é mudar a vontade de Deus; seu objetivo é nos mudar. Santo Agostinho explicou isso, há séculos, a uma nobre cristã que enfrentava inúmeros desafios. O santo bispo incentivou a mulher sofredora a rezar por uma “vida feliz”, que é quando possuímos tudo o que desejamos, contanto, é claro, que não desejemos nada do que não devemos ter. Em outras palavras, a felicidade consiste em possuir o que Deus quer nos dar. A visão de Agostinho, aqui, é instrutiva. Ao abrirmos nossos corações para Deus – para nós e para os outros – a nossa oração é purificada, de modo que, ao longo do tempo, começamos a desejar mais o que Deus quer nos dar e menos o que nós gostaríamos de ter. Mesmo em tempos de angústia, explicou Agostinho, a oração transforma nosso sentimento de dor e ansiedade para iniciar a busca do bem maior que Deus nos proporciona através do nosso sofrimento.

Na sua doutrina de oração, São Tomás de Aquino destacou o mesmo ponto. Ele ensinou que rezar pela salvação, por uma graça, por uma conversão e pelo crescimento de uma virtude é alinhar nossas vontades às de Deus. Consequentemente, Deus não é aquele que muda como resultado de nossa oração; nós é que mudamos. Apesar disso, Tomás de Aquino e Agostinho não acreditavam que nós não deveríamos orar também pelos bens temporais – por um bom trabalho, pela preservação da doença, pela proteção contra os inimigos -, mas ambos consideravam que nosso desejo por esses bens deveria ser orientado para a felicidade final e eterna que Deus quer para cada um de nós. O desejo de atingirmos o Céu, portanto, representa o fruto da nossa oração: de que a vontade de Deus seja feita, tanto na terra quanto no Céu. Mesmo que soframos por causa do desemprego, de uma doença difícil ou dos ataques de nossos inimigos, a nossa vontade de chegarmos ao Céu deve permanecer – e até mesmo crescer.

Quando aplicados à curta vida de Charlie Gard, os ensinamentos cristãos sobre a oração podem ser um desafio. Precisamos de muita fé para entender que a morte do pequeno Charlie, que ocorreu apesar do derramamento de oração por sua vida, nos aponta para algo bom que Deus quer nos dar, algo maior do que o mal que representa a morte de Charlie. Este mistério não deve nos surpreender, é claro. Considere a vida e a morte de Jesus. A paixão de Cristo levou-nos a um bem maior do que o mal da execução de Deus-Homem. Assim também se dá com todo o mal que enfrentamos; Deus permite isso apenas por causa de um bem maior. Consequentemente, enquanto pedíamos a vida de Charlie Gard, buscávamos, de fato, não mudar Deus, nem forçar Sua mão para agir, mas, sim, mudar a nós mesmos. Através da nossa oração, buscamos alcançar o bem maior que Deus vai conceder depois de permitir a doença de Charlie. Agora que nossa oração mudou e rezamos pelo repouso de sua alma, o trabalho de mudar-nos através da busca desse bem maior, que envolve o sofrimento da morte de Charlie, deve se intensificar.

Talvez esta oração já esteja dando frutos. Talvez nunca possamos saber nesta vida a natureza exata do bem maior pelo qual Deus permitiu que Charlie Gard morresse tão jovem. Seja qual for a natureza específica desta graça, o mundo já parece melhor – mais humano, talvez – por ter o #CharlieGard como símbolo dos direitos parentais e de oração pelo ordenamento dos direitos civis. Já podemos ver que, na providência de Deus, nem a morte de Charlie nem nossas orações por sua vida foram em vão.

Senhor, conceda-lhe o descanso eterno e permita que ele seja iluminado pela luz perpétua. Que ele descanse em paz. Amém.

Trechos do artigo de Fr. Aquinas Guilbeau, OP

sexta-feira, 21 de julho de 2017

5 dicas dos pais de Santa Terezinha de Lisieux para criar bons filhos!

 

Sim, eles foram santos e criaram santos, mas as suas técnicas eram incrivelmente simples, práticas e imitáveis

Seus filhos são difíceis de disciplinar? Eles copiam todos os seus maus hábitos? Você se preocupa com as suas birras e caprichos?
Bom, você não está só. São Louis e Santa Zelie Martin, pais de Santa Terezinha de Lisieux, enfrentaram essas mesmas lutas e precisaram discernir o que fazer.
Sim, é verdade, eles eram pais santos de filhos santos, mas exercer a paternidade e a maternidade também foi desafiador para eles, que nem sempre sabiam as respostas mais claras. O que eles fizeram foi perseverar e lutar para atender às necessidades dos filhos num ambiente familiar de grande amor.
Aqui vão cinco dicas úteis inspiradas nesses pais santos:

1 – Reconheça desde o início que cada filho é de Deus e dedique-o a Ele

Zelie tinha o costume de, imediatamente após o nascimento de cada filho, dedicá-lo a Deus com a seguinte oração:
“Senhor, concedei-me a graça de que esta criança seja consagrada a Vós e que nada possa manchar a pureza de sua alma”.
Os frutos dessa dedicação a Deus não eram imediatamente visíveis, é claro, mas ela revela o estilo intencional da sua maternidade. Ela queria que os seus filhos fossem santos aos olhos de Deus e sabia que “agora mesmo” é o melhor momento para começar a viver em santidade – e não “mais tarde”.

2 – Ame seus filhos com carinho superabundante

É fácil esquecer o quanto nossos filhos precisam de amor – de muito amor. Louis e Zelie amavam seus filhos com imenso carinho e se certificavam de que eles soubessem desse grande amor. Celine Martin, uma das filhas, escreveu sobre seu pai:
“Mesmo sendo duro consigo mesmo, ele sempre foi afetuoso conosco. Seu coração era excepcionalmente tenro para conosco. Ele viveu só para nós. Nenhum coração de mãe poderia superar o dele”.
Louis demonstrava afeto inclusive em gestos pequenos e aparentemente insignificantes, como apelidar as crianças com elogios: Marie era “o diamante”; Pauline, “a pérola fina”; Celine, “a intrépida”; Léonie, “o bom coração”; e Thérèse, ou Santa Terezinha, era “a pequena rainha” ou “o buquê de flores”.

3 – Não desista quando o seu filho é difícil

Zelie tranquilizou seu irmão em uma carta recomendando não se preocupar se um dos filhos pequenos fosse “difícil de administrar”.
O temperamento desafiador de uma criança não a impedirá de se tornar excelente mais tarde e de vir a ser o maior amparo dos pais. Pauline, conforme a mãe recordava, exigiu muita paciência dos pais até os dois anos de idade, mas se tornou a filha mais exemplar. Zelie observa, porém, que não a “estragou com mimos”: por menorzinha que ela fosse, seus caprichos raramente eram atendidos.
E Pauline não foi a única filha da família Martin a criar estresse para os pais. Terezinha e a irmã Léonie também foram fonte de grandes angústias para Zelie. Ela e Louis, no entanto, não desistiram sequer quando seus esforços pareciam infrutíferos.

4 – Seja exemplo de caridade para seus filhos

Nossos filhos são influenciados e tendem a imitar cada um dos nossos movimentos, tanto para o bem quanto para o mal. Louis e Zelie fizeram tudo o que podiam para dar o exemplo de como tratar bem as pessoas. Celine testemunhou em seus escritos o quanto o pai era paciente com os outros, mesmo sendo duro consigo mesmo.

5 – Brinque com seus filhos

Hoje em dia é muito fácil e tentador sentar seu filho diante de uma tela e quase nunca brincar com ele. Mas, muitas e muitas vezes, o que os nossos filhos precisam mesmo é da nossa atenção, inclusive para brincar. Celine escreveu sobre sua mãe:
“Ela brincava conosco de bom grado, apesar do risco de ter de prolongar seus trabalhos até a meia-noite ou mais tarde ainda”.
Louis também se juntava às brincadeiras e muitas vezes produzia pequenos brinquedos para as crianças, além de inventar atividades e cantar junto com elas.

Philip Kosloski