domingo, 26 de abril de 2015

Cristãos perseguidos: e a Esquerda silencia



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Estamos assistindo a perseguição e o massacre de pessoas pelo simples fato de serem cristãs. Os terrores do genocídio da Segunda Guerra Mundial parecem agora ter se acendido sob a tutela do ISIS - Estado Islâmico do Iraque e da Síria - que, à força, quer converter o povo da região do Oriente Médio ao islamismo.
Uma jornalista italiana atéia manifesta seu repúdio pela total falta de reação mundial aos massacres que acontecem com requintes de perversidade. Precisamos nos unir em oração pelos mártires do século XXI.
Lucia Annunziata denuncia o silêncio sobre o mais terrível dos crimes perpetrados hoje contra os mais fracos
Por Redacao
ROMA, 08 de Abril de 2015 (Zenit.org) - Cadê a Esquerda diante do genocídio dos cristãos no mundo, se pergunta Lucia Annunziata, em seu último editorial publicado na edição italiana do Huffington Post, da qual é diretora.

A jornalista lamenta a total ausência, até agora, de "slogan", "documentos", "apelos" ou "propostas de assinaturas” contra o “mais terrível dos crimes perpetrados hoje contra os mais fracos”.

"Não se fala sobre isso em talk shows, nós não falamos dos talentos ou amigos. A TV está em outro lugar, nós sabemos, principalmente nós que trabalhamos lá", escreve Lucia.
De acordo com a diretora do Huffington Post Itália, "a Esquerda assumiu uma enorme quantidade de causas", incluindo as do "feminicídio", do "desemprego entre os jovens", do "casamento entre cidadãos do mesmo sexo", dos "impostos a Google", até do massacre contra Charlie Hebdo e do Museu Bardo.

Nunca alguma referência, no entanto, nos jornais liberais sobre “morte de homens e mulheres por causa da sua fé”. Esta mesma fé católica que está na “maioria do nosso país” e também “na base da definição (querendo ou não) da história e da cultura do continente em que vivemos".

Lucia não se declara “católica” e nem sequer “neoconvertida", mas "ateia" e pretende continuar assim. Não está nem sequer entre aqueles que estão convencidos de que o Papa Francisco esteja “fazendo uma revolução” e seja o “o verdadeiro líder da esquerda".

O apelo que o Santo Padre lançou em defesa dos cristãos perseguidos foi feito em "solidão". Bergoglio se revelou “a única voz a denunciar os massacres dos fiéis e hoje o único chefe de Estado para apontar o dedo para a inação das nações ocidentais sobre estes massacres".

De acordo com Lucia, há um "ponto que paralisa tudo" e é "o temor de que a defesa dos cristãos signifique acender outras bombas” e fomentar o "choque de civilizações". Por isso, a Esquerda, ou, como afirma a jornalista, a “parte política que sempre reivindicou ter a força e a convicção para abordar os temas da defesa dos fracos”, que hoje governa muitos países ocidentais deveria mobilizar-se.

Em particular, os governos "podem ​​e devem elaborar um plano para garantir, por enquanto, a segurança dos milhares de refugiados -  não só através de intervenções estruturais (médico, escola, moradia), mas também oferecendo cidadania em larga escala em nossos países para todas as famílias que pretendem deixar suas nações".

Se a Esquerda for permanecer em silêncio, prisioneira do seu medo, se encontrará percorrendo “o melhor caminho para declarar a própria dissolução moral”.

 

terça-feira, 21 de abril de 2015

A casa da minha alma




Conheça o testemunho de Marcel Oliveira, o jovem brasileiro que abraçou o catolicismo após anos de protestantismo.
 
Por Mirticeli Dias de Medeiros
O anuário pontifício de 2015 registrou um crescimento de 12% em relação ao numero de católicos em todo o mundo. Os continentes africano, americano e asiático foram os que mais contribuíram para esse aumento. Inclusive, todos os anos, durante a vigília pascal, o próprio Papa batiza algumas pessoas que, depois de algum tempo, descobrem a beleza da fé e dão um novo rumos `as suas vidas.
Mas o que levaria essas pessoas a recorrerem `a Igreja? A mensagem crista, depois de tantas transformações na sociedade, continua a atrair jovens e adultos? Quem são esses neobatizados ou recém convertidos?

O engenheiro eletricista Marcel Siqueira, de 26 anos, é um deles. Durante grande parte de sua vida, o jovem de Bauru, interior do estado de São Paulo, foi um protestante convicto. Mas depois de passar por três igrejas evangélicas, os questionamentos começaram a surgir.
“Eu sabia que as coisas eram em vários aspectos superficiais, vividas como um seguimento de regras simplista [...] Sabia de tudo isso, mas olhava para os lados e não via um caminho melhor, um ambiente com melhor vivencia da moral”, disse.

Depois de anos de protestantismo, Marcel despertou para algo que, ate então, era um “mundo desconhecido”: o catolicismo. Ao conhecer uma católica que vivia sua fé, o jovem passou a confrontar-se com aquilo que ele realmente buscava.

“Um amigo me apresentou uma amiga [...] Porém, ela era católica e não disse praticamente nada de sua fé. Sua conduta não parecia ser do católico que eu conhecia. Eu não sabia o que era ser católico. Então, eu me inclinei a conhecer a doutrina católica com olhos amistosos, não com os olhos de um apologista protestante”, contou.

Mal sabia ele que a sua simples curiosidade e as surpresas a cada descoberta o levariam a querer fazer parte daquela realidade. Para ele, não foi simplesmente um encontro com o catolicismo em si, mas um autentico encontro com Deus.

“Nesse momento, encontrei coisas que me espantaram, que me fizeram sentir a minha miséria, minha arrogância, minha fé arrogante e, principalmente, a deficiência do meu amor por Deus. O que é um santo? O que é amor? O que é pecar? O que é amar? De repente, descobri uma escola gigantesca e milenar de santos que estão de braços abertos para me ensinar a amar Deus genuinamente”, ressaltou.

Ao ser questionado sobre o evento que marca a sua historia de conversão, Marcel relatou o que viveu ao participar de sua primeira páscoa católica:

“O primeiro Sábado Santo de Aleluia que participei... Eu estava na minha paróquia preferida, na cidade onde descobri verdadeiramente o catolicismo, e talvez em nível mais místico que racional, muitas coisas se instauraram em meu coração. ‘Creio em Deus Pai, todo Poderoso...’ Aquela oração ficou gravada no coração para sempre. Era o ‘seja bem-vindo’ ao corpo místico da Igreja”, enfatizou.

Em novembro de 2014, o engenheiro recebeu os sacramentos da Eucaristia e do Crisma, pois como havia sido batizado na denominação crista da qual fazia parte, a Igreja Católica considerou valido o seu batismo.

“Hoje, para mim, o catolicismo traz uma sensação de casa. Queria ter nascido católico, ter recebido formação católica, ter tido uma família genuinamente católica. O que significa catolicismo para mim, então, é isto: é a casa da minha alma”, afirmou.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Revestidos de Cristo




Em meio ao Ano da Vida Consagrada devemos ser gratos a Deus pelas vocações de tantos homens e mulheres, que optaram por deixar tudo (sacerdotes, religiosos e religiosas) e viver sob o influxo da graça e da unção do Espírito de Cristo, colocando-se a caminho da santidade a serviço do bem, da justiça e do amor.

Há também os que, no meio do mundo e de suas ocupações (Institutos de Vida Secular Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica), querem viver comprometidos com Cristo e  com a Igreja assumindo o compromisso de viver segundo o modelo do homem perfeito, que foi Cristo.

É um Ano voltado para a reflexão sobre a importância do compromisso com Deus, numa época em que as relações são frouxas e frágeis, e os valores morais e cristãos se repaginam na dinâmica da deserção.

Segundo Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro:

“A primeira e mais importante consagração, todos sabemos, mas é bom sempre lembrar, é aquela batismal e, a partir desta, a que a Tradição chama de ianua Sacramentorum, quando nos tornamos, no sentido mais estrito e teológico do termo, “filhos de Deus”; a Igreja, nossa mãe que nos gerou pelo Batismo, nos acompanha em nossa vida pelos outros sacramentos de iniciação cristã: Crisma e Eucaristia; pelos sacramentos de cura: Penitência ou Reconciliação e Unção dos Enfermos; e pelos sacramentos para os serviços de comunhão: Ordem e Matrimônio.

Neste Ano da Vida Consagrada, o Santo Padre, religioso da Companhia de Jesus (Jesuíta), quer que os consagrados evangelizem sua vocação, recordando o passado com gratidão, vivendo o presente com paixão e abraçando o futuro com esperança, confiando sempre na Providência desse nosso Deus que nos acompanha com amor e fidelidade.

E com o Papa Francisco, na Carta Apostólica às pessoas consagradas para a proclamação do Ano da Vida Consagrada, desejo: “Não cedais à tentação dos números e da eficiência, e menos ainda à tentação de confiar nas vossas próprias forças”. Com atenta vigilância, perscrutai os horizontes da vossa vida e do momento atual. Repito-vos com Bento XVI: “Não vos unais aos profetas de desventura, que proclamam o fim ou a insensatez da vida consagrada na Igreja dos nossos dias; pelo contrário, revesti-vos de Jesus Cristo e muni-vos das armas da luz – como exorta São Paulo (cf. Rm 13,11-14) –, permanecendo acordados e vigilantes”. “Prossigamos, retomando sempre o nosso caminho com confiança no Senhor”.

Rezemos pelos consagrados e consagradas, pois sabemos que as necessidades do mundo inteiro estão no coração, nas orações, e nos sacrifícios destes homens e mulheres que se propõem a ser um outro Cristo para nós.
ISF

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Como fazer para salvar os filhos das armadilhas da Rede?


A empresa de segurança Trend Micro realizou um estudo chamado “Internet Safety for Kids & Families”. A pesquisa foi feita em sete países e tinha como objetivo descobrir com que idade as crianças começavam a acessar as redes sociais.
O estudo descobriu que as crianças brasileiras são as que entram mais cedo nas redes sociais com, em média, 9 anos de idade. Seis entre dez pais permitem que os seus filhos tenham perfis nesses sites de relacionamento, representando 63% do total.
 


ROMA, 07 de Abril de 2015 (Zenit.org) 
 
A rede hoje é algo "natural" para as novas gerações. Há um número crescente de nativos digitais e, consequentemente, torna-se cada vez maior o número de crianças e adolescentes que utilizam os novos meios de comunicação. Então, um dever colocar certas perguntas: é correto proibir totalmente o uso da rede, ou seria sensato definir uma fronteira de fruição?

É óbvio que não é possível, e não seria nem sequer correto proibir totalmente o uso da rede, mas é necessário colocar alguns limites, para evitar expor as novas gerações a perigos e armadilhas que constituem uma séria ameaça para as suas vidas.
Por esta razão, um dos deveres de um pai com os filhos é a educação na utilização da rede.

A primeira forma de educação é a do exemplo e testemunho pessoal. Como um pai pode dizer ao seu filho para não usar muito as redes sociais, quando ele, em vez de ficar perto de seu filho para ajudá-lo com a lição de casa, está no sofá lendo informações de seu interesse em algum site?

Dados estatísticos mostram que os pais, mesmo que não pertençam à geração de nativos digitais, estão cada vez mais atraídos pelas seduções da rede. Em média, um pai e uma mãe consideram tablets e smartphones ferramentas indispensáveis ​​para a vida, a tal ponto de considera-las essencais também para os seus filhos.

Os tablets, os smartphones são considerados meios primários de comunicação, quase que comparados aos nossos órgãos sensitivos e comunicativos. Estamos testemunhando o fenômeno da conaturalidade do meio, considerado quase como um "órgão biônico" integrado na nossa pessoa, com a função específica de anexar o mundo exterior virtual com a realidade biológica.

Esta tese se demonstra quando se permanece por alguns dias sem um aparelho que me conecte à internet, ou quando a conexão à rede não está disponível por várias razões, surge um sentimento de mutilação, que falta algo de importante e vital.

A forma eficaz de educação é antes de tudo dar o exemplo, e em segundo lugar ensinar a usar sabiamente a rede. Muitos jovens utilizam a rede de forma inadequada, quando acessam várias redes sociais para brigar ou para falar mal dos outros.

A rede deveria ser usada para comunicações curtas, que excluem a esfera privada e afetiva, porque o coração da comunicação não é só a mensagem, mas o sentimento, o transporte e a modalidade de como se expressam os próprios pensamentos.

É fundamental o acompanhamento dos pais também no uso da rede, porque é uma área da sua vida na qual passa boa parte do seu tempo livre. Dar uma liberdade absoluta ou uma total confiança a uma criança ou a um adolescente é sinônimo de desinteresse e descompromisso por parte dos pais.

O acompanhamento na utilização da rede é a forma dos pais permanecerem próximos do seu filho. Dado que a rede é algo virtual, o acompanhamento deve se traduzir em permanecer, por breves, mas frequentes, momentos do dia, fisicamente ao lado do filho para verificar, sem ser muito invasivo, se ele está seguindo as sugestões dadas.

Às vezes, essas verificações periódicas são insuficientes. As novas gerações são inteligentes e conseguem encontrar a maneira para passar por cima das recomendações dos pais. A missão de um pai e de uma mãe é não poupar esforços para proteger seus filhos dos muitos perigos que se escondem, silenciosos, nas portas das suas vidas.

Precisamente por este motivo, os pais, que se preocupam com o destino de seus filhos, não têm vergonha e deixam de usar os "parent control” (controle dos pais), tanto para bloquear o acesso a certos tipos de sites, quanto para receber diariamente os informes diários sobre o uso dos aplicativos utilizados e por quanto tempo.

Quando a tecnologia coloca um limite e controle na sua utilização, repara todas as vezes que responsabiliza muito o usuário da rede, que, se for menor de idade, é provável que seja imaturo e despreparado para entender as consequências de suas ações.

Mesmo que as escolhas sejam feitas virtualmente, através de uma tela, as consequências têm impactos sobre a alma de quem as faz. E, infelizmente, vemos que o meio virtual é muitas vezes o princípio da fraude, do engano, e permite entrar em contato com pessoas indesejadas.

Livrar as crianças das armadilhas insidiosas da rede é parte integrante da missão educativa dos pais. Este é um dos temas que deveria ser incluído nos cursos de preparação ao sacramento do matrimônio e deveria se tornar frequentes argumentos de congressos nas paróquias.

Por Osvaldo Rinaldi

domingo, 5 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O itinerário do amor


O que celebramos na Quinta feira Santa?

O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo Mar Vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura a nova Páscoa, a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração. Eucaristia, sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo preciso da missa da Ceia do Senhor. O transporte das formas (hóstias) consagradas à urna para a comunhão da sexta-feira inicia-se no século XIII. O “monumento” (local físico) é elemento acidental e só encontra sentido em vinculação com o mistério celebrado: agradecimento ao amor de Cristo e oração- reflexão do mistério pascal.

O que celebramos na Sexta feira Santa?

Como vem acontecendo há muito tempo, hoje não se celebra a missa, tendo lugar a celebração da morte do Senhor: o mistério que é celebrado é uma cruz dolorosa e sangrenta, mas ao mesmo tempo vitoriosa e resplandecente. Trata-se de morte, a de Cristo, real e tremenda; mas é passagem para uma vida ressuscitada e eterna. O amor de Deus, que é vida, terá mais poder do que o pecado do homem, que é morte. A celebração incorpora-nos à redenção de Cristo e a seu mistério de salvação universal: pela morte à vida.

O que celebramos na Vigília Pascal?

Contamos com documentos do início do século III, que apresentam alguns elementos desta celebração, tais como: jejum, oração, eucaristia – e até batismo, com a bênção da “fonte batismal”. Vão-se acrescentando depois novos elementos: o canto do Exultet, que vemos documentado no século IV e a bênção do círio pascal, no século V. Pouco a pouco, foi-se enriquecendo esta última, que deve ser “a celebração das celebrações” para o cristão, e a que Santo Agostinho denominava “Mãe de todas as vigílias”.

É o Senhor quem nos convida a celebrar sua Páscoa!

Assim ouvimos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida se levanta triunfador da morte. Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição! Nada, pois, mais necessário do que viver em intensidade estes dias sagrados e abrir os corações às inspirações divinas. Então a Páscoa será abençoada e sinal de novas conquistas e de vida plena para todos. Participe destes importantes dias onde celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Boa Páscoa a todos vocês!

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC
Bispo Diocesano de Limeira