quarta-feira, 23 de julho de 2025

Podemos esperar surpresas maravilhosas, diz padre sobre o Jubileu dos Jovens

  Praça de São Pedro ??

As ruas de Roma estão prestes a vibrar ao ritmo das mochilas, dos tênis, dos bonés, da música e da fé alegre de milhares de jovens de todos os cantos do mundo que já estão fazendo as malas para participar do Jubileu dos Jovens.

A megacelebração do grande jubileu começará na próxima segunda-feira (28).

"Certamente podemos esperar algumas surpresas maravilhosas", disse Graziano Borgonovo, subsecretário do Dicastério para a Evangelização, à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI.

Borgonovo não quer diminuir a importância do evento, mas ressalta que houve outros momentos ao longo do ano em que os jovens também foram protagonistas.

“Alguns dos que vêm já participaram de outros eventos jubilares, como o Jubileu das Famílias ou o Jubileu dos Movimentos, Associações e novas Comunidades”, diz o sacerdote.

Esse será o primeiro grande encontro do papa Leão XIV com os jovens da Igreja. "Será certamente um encontro importante do ponto de vista numérico", enfatiza Borgonovo.

O Dicastério para a Evangelização ainda não publicou formalmente os números sobre o número total de peregrinos que devem participar do encontro, mas o bispo Borgonovo prevê que "cerca de um milhão de peregrinos chegarão" para a missa com Leão XIV em 3 de agosto na Universidade Tor Vergata.

A vasta esplanada da universidade, com cerca de 800.000 m², é famosa por sediar a Jornada Mundial da Juventude em 2000, com o papa são João Paulo II, que reuniu cerca de dois milhões de jovens do mundo todo.

Do ponto de vista logístico, uma estrutura projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, originalmente destinada a ser uma "cidade esportiva", foi reformada.

"O antigo complexo esportivo, construído anos antes e que corria o risco de cair em desuso, foi inaugurado recentemente”, diz Borgonovo. “Agora, será o centro operacional".

O maquinário preparatório para a organização dessa grande festa da fé foi posto em ação há cerca de um ano, e um trabalho meticuloso foi feito.

"Várias pessoas vêm trabalhando arduamente há muito tempo para garantir que tudo funcione em várias frentes", diz o subsecretário do Dicastério.

Victoria Cardiel 

terça-feira, 15 de julho de 2025

Ângelus em Castel Gandolfo: acolher a vontade de Deus

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A alocução de Leão XIV, que precedeu a oração do Ângelus, foi proferida pela primeira vez na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, depois de celebrar a missa a poucos passos dali, na igreja vizinha de São Tomás de Villanova. O Papa chegou a pé, entre gritos de alegria e braços estendidos de milhares de pessoas, que se aglomeravam ali desde a manhã.

“Mestre, Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?” (cf. Lc 10, 25). Partindo dessa pergunta feita a Jesus, no Evangelho deste domingo, 13 de julho, o Santo Padre destacou que essas palavras expressam “um desejo constante em nossa vida: o desejo da salvação”, ou seja, “de uma existência livre do fracasso, do mal e da morte”.

De fato, ressaltou Leão XIV, a vida eterna, que só Deus pode dar, é transmitida ao homem como herança, de pai para filho. E para receber o dom de Deus, “é preciso aceitar a sua vontade. Como está escrito na Lei”: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e “o teu próximo como a ti mesmo”. A vontade de Deus é “essa lei de vida que o próprio Deus pratica em relação a nós, amando-nos por inteiro em seu Filho Jesus”.

Em seguida, o Santo Padre explicou que, para viver eternamente, “não é necessário ludibriar a morte”, mas “servir a vida”, cuidando da existência dos outros. “Essa é a lei suprema, que precede todas as regras sociais e lhes dá sentido”.

O Papa frisou que, “em Cristo, Deus tornou-se próximo de cada homem e cada mulher: por isso, cada um de nós pode e deve tornar-se próximo daqueles que encontra ao longo do caminho. Seguindo o exemplo de Jesus, Salvador do mundo, também nós somos chamados a levar consolo e esperança, especialmente àqueles que estão desanimados e desiludidos”.

O Pontífice concluiu com uma oração à Virgem Maria, Mãe da misericórdia, para que nos ajude “a acolher em nossos corações a vontade de Deus, que é sempre vontade de amor e salvação, para sermos cada dia construtores da paz”.

Leão XIV saudou e agradeceu a todas as pessoas presentes, em particular às autoridades civis e militares do município de Castel Gandolfo, “pela sua acolhida”. Exortou todos os fiéis a rezarem “pela paz e por todos aqueles que, devido à violência e à guerra, se encontram em sofrimento e necessidade”.

Gaudium Press