sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Sacerdote adverte sobre as 2 grandes seduções que distraem o homem de buscar Deus



“O grande circo midiático” que gira continuamente ao redor dos homens com imagens e sons sedutores para afastá-los de si mesmo e da realidade não deve motivar o cristão a “fechar-se em uma torre inacessível”, mas a assumir o desafio de mostrar a presença ativa de Deus também no mundo de hoje, afirmou o sacerdote jesuíta Benjamín González Buelta.

“Nosso desafio não é fugir da realidade, mas aproximarmos dela com todos os nossos sentidos bem abertos para olhar e contemplar, para dissolver as escórias das aparências sedutoras, e ver, sentir e provar a realidade, percebendo no mais profundo dela a presença ativa de Deus que nos ama com uma criatividade infinita, para que nos encontremos com ele e trabalhemos juntos por seu reino”, assinalou.

“Diante do vazio interior e da perda da dimensão transcendente da vida, que nos fazem sentir órfãos, surgiram dois grandes projetos para encantar de novo o mundo: 
1) o consumismo e 2) a diversão”, advertiu.

“O consumismo é uma formidável invenção que chega a cada parte do mundo onde há alguém com um pouco de dinheiro no bolso”, e com seus símbolos – como os centros comerciais –, parece a terra prometida e a libertação de nossas necessidades, assinalou.
“O segundo grande projeto é a diversão, o passatempo, a distração” 24 horas por dia com espetáculos e “os novos deuses da cultura atual”, como as celebridades que ocupam um espaço surpreendente nos meios de comunicação.

“Nossa cultura nos induz a viver sempre com pressa, a adiar a satisfação de nossas necessidades profundas (…), conta somente o que os sentidos percebem e, por isso, cultivam-se as aparências, antepõe-se o parecer ao ser”, expressou.

“É necessário não só afirmar vagamente que Deus ama este mundo, mas também assinalar onde e como Ele atua, reelaborando a trama da vida momento por momento. A sociedade precisa de pessoas que, com sua sensibilidade mística, possam se encontrar com Deus nas realidades mais secularizadas e mais arruinadas pela deterioração pessoal, pela injustiça e por todo tipo de exclusão”, assinalou.

O sacerdote recordou os primeiros jesuítas, que encontravam Deus “nas ruas ruidosas da cidade”; e que, em seus exercícios espirituais, Santo Inácio de Loyola propõe a contemplação para alcançar o amor e “convida a observar toda a realidade, para ver Deus que trabalhar nela por nós”.

“E este é o dom que nos é oferecido: ver o reino de Deus hoje em meio a nós”, acrescentou.

Entretanto, esclareceu que “não se trata apenas de saber que o reine de Deus se manifesta de modo concreto, às vezes em um modo muito simples”, mas que “é necessário percebê-lo e, então, a alegria do dom de Deus entra em nosso coração”.

“Para fascinar verdadeiramente o mundo, é preciso não só acolher o belo, o que está ordenado, o que brilha, mas também assumir a fragilidade humana, o realismo dos infernos pessoais e sociais, nos quais milhões de pessoas estão se dissolvendo como água no mundo líquido”, expressou.

O sacerdote advertiu que há “muitas celebrações” que fazem com que o homem se extravie, com as drogas ou até mesmo os espetáculos musicais; entretanto, “a verdadeira celebração, como faz a Eucaristia, toma a vida humana em sua cotidianidade de prazeres e erros e a conduz da aspereza da cruz à transfiguração da vida na ressurreição”.

Por isso, afirmou que, ante a cultura da sedução, “necessitamos libertar nossos sentidos do modo imposto de perceber a realidade e dos conteúdos que temos até agora percebido e interiorizado”. “Podemos estar cegos sem nos darmos conta” e não ver a realidade “como Deus a contempla”, advertiu o sacerdote.

O Pe. González afirmou que “este modo de perceber a realidade pode despertar em nós extraordinários dinamismos de vida, em vez de nos deixar imóveis e tristes pela desilusão”.

“Santo Inácio, nos exercícios espirituais, nos propõe contemplar como Jesus se aproximava da realidade com os cinco sentidos. Jesus revelou, na realidade desarticulada de seu tempo, que o reino de Deus estava em meio ao povo. Este processo que descrevemos nos permite nascer de novo para ver o reino de Deus”, assegurou.

 Trechos de texto veiculado pela ACI digital

sábado, 30 de dezembro de 2017

10 promessas de Ano Novo que todos deveriam cumprir


Trazemos aqui uma lista com sugestões de bons propósitos relacionados a mudanças de comportamento e aperfeiçoamento de virtudes

A chegada de um novo ano traz reflexões acerca de quem fomos e de quem ainda queremos ser. Como dizem por aí, é um livro que recebemos com 365 páginas em branco, onde temos a oportunidade de escrever uma nova história ou mesmo fazer melhorias na que vivemos. Talvez você já esteja pensando nas suas promessas de Ano Novo, mas pode ser que ainda esteja em dúvida sobre o que colocar como propósitos para 2017. Pois vamos te ajudar a iniciar ou completar essa lista, com as dicas abaixo. São coisas simples, mas, acredite, elas vão muda-lo para a melhor.
– Ser mais paciente no trânsito: a quantidade de carros nas ruas é grande e há dias em que os carros parecem nem andar direito. Buzinar, xingar outro motorista, reclamar em demasia e se exaltar ao volante são atitudes comuns, infelizmente. Se você é um esquentadinho, procure ficar mais calmo.
– Cultivar melhores amizades: busque manter em seu círculo de amizades aqueles que te fazem bem e te ensinam a ser uma pessoa melhor. Como a Bíblia diz, há amigos mais chegados que irmãos, e é por isso que você deve cuidar dos que tem.
– Seja gentil com seus familiares: em casa estão aqueles que realmente nos conhecem e, mesmo assim, são essas pessoas que sempre estão ao nosso lado para nos suportar na necessidade. Procure diariamente ser alguém bom para sua família.
– Procure ser mais calmo: o estresse dos dias de trabalho, estudo e eventos fazem com que a paciência às vezes se perca. Tente encontrar atividades respiratórias ou outros métodos que te deixem mais tranqüilo em momentos de pressão, por exemplo.
– Seja um voluntário: não há atitude mais nobre do que doar seu tempo a quem precisa. Busque lares de idosos e crianças e passe a dispensar um tempo a essas pessoas que necessitam às vezes só de atenção e um olhar de carinho.
– Seja pontual: é difícil? Para muitos, é! Mas alguém pontual é bem visto pelos que o rodeiam. Faça um propósito de ajustar seu seus horários, para que você comece aos pouco a chegar pontualmente e até mesmo antes de todo mundo.
– Ajude uma instituição: é possível doar dinheiro para várias instituições de caridade. Comprometa-se a  mensalmente contribuir para melhorar a vida de pessoas em necessidade.
– Dedique-se a atividades que te façam crescer: escolha algo que faça com que você encontre um sentido na vida, muito além de viver aqui e espera o futuro chegar. Busque entender seu propósito na vida
– Seja grato: deixe uma mensagem no alarme da manhã, um post-it no computador, anote na agenda ou cole na porta do banheiro. O importante é que você lembre de ser agradecido pela vida que tem e por todas as boas notícias que recebe.
– Faça elogios: você já deve ter lido nas redes sociais que é preciso ser gentil com os que estão ao nosso redor, porque você não tem ideia do que ela pode estar passando. Por isso, procure elogiar as pessoas, porque assim, você pode estar deixando o dia de alguém muito melhor.

Originalmente publicado por Angélica Favretto

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Natal não se resum a um dia!

 

Fique por dentro de todas as festas católicas de dezembro e janeiro!

O Natal não se resume a um dia nem celebra simplesmente o Nascimento de Jesus.
Na verdade, o Natal é um tempo litúrgico, formado por cinco festas que celebram no rito da Santa Liturgia o mistério da Manifestação do Filho de Deus em nossa natureza humana. Assim: Natal é o Tempo no qual a Igreja, na sua Celebração eucarística, ao celebrar os santos Mistérios, entre em comunhão real e verdadeira com o Mistério da Manifestação, da Vinda, do nosso Salvador e Deus bendito na nossa natureza humana!
O Filho eterno do Pai manifestou-Se na nossa pobre humanidade para enriquecê-la com a Sua divindade; Ele veio para nos dar a graça da comunhão, da amizade com Ele – é isso a salvação!
Cinco festas; ei-las:
1. A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o “Glória a Deus nas alturas” juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.
2. No Domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família.O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51).
3. Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas.
4. Solenidade da Epifania do Senhor, no Domingo entre 2 e 8 de janeiro. É a festa chamada Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3).
5. A Festa do Batismo do Senhor, no Domingo após a Epifania. Com ela termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo!” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor. A Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo: “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!” (Jo 1,14).
Que vivamos bem este tempo do Natal, tão rico e santo!

D. Henrique Soares da Costa
  Bispo de Palmares/PE